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O tempo seco e o longo período de estiagem enfrentados pelas cidades mineiras nas últimas semanas têm provocado vários incêndios florestais. Somente nesta terça-feira (29), cinco unidades de conservação estadual foram atingidas. Neste ano, já são 275 queimadas, sendo mais da metade (182) em julho e agosto.
O ponto mais crítico, até o momento, foi a ocorrência na região do Pico do Itacolomi, que fica entre Mariana e Ouro Preto, na região Central. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 50 homens atuam no combate às chamas. A previsão é a de que os trabalhos sejam finalizados apenas nesta quarta.
O fogo começou na manhã da última segunda-feira e se alastrou por uma área íngreme, de difícil acesso. Os bombeiros contam com o apoio de dois aviões e um helicóptero. Ainda não há informações da área total atingida nem das causas da queimada.
Mas, segundo o diretor do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Rodrigo Bueno Belo, o mais provável é que tenha sido criminoso. “Incêndios naturais são causados por raios e não tivemos incidência no período. A chance de ser um incêndio intencional é alta”, diz.
Conforme a Semad, outras áreas atingidas ontem foram o Monumento Natural Serra da Moeda (região Central); o Parque Estadual Serra do Papagaio, em Baependi (Sul de Minas); a Reserva de Vida Silvestre Serra das Aroeiras, em Pedro Leopoldo (Grande BH), e o Parque Estadual Serra do Rola-Moça, em Brumadinho, também na Região Metropolitana de BH.
Combate
As ações de combate a incêndios são intensificadas entre os meses de agosto e outubro, período mais crítico do ano devido à falta de chuvas, temperatura elevada e baixa umidade do ar. Já as ações de prevenção, realizadas ao longo do ano, estão relacionadas à capacitação e contratação de brigadistas, monitoramento e acompanhamento da população local.
Cada unidade de conservação tem seu próprio método para monitorar e evitar os incêndios, inclusive realizando atividades de conscientização dos frequentadores dos locais.
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Fonte: Hoje em Dia ||








