A iniciativa, pioneira na região, de se implantar o Programa de Sustentabilidade e Responsabilidade Empresaria, conta com o apoio do Sindicato das Indústrias da Cal de Formiga e Região Centro Oeste e com a participação das empresas: Cal Arco Íris, Cal Cruzeiro, Calcinação Córrego Fundo, Calcinação Diamante, Cal Ferreira, Gecal, Cal Máster, Cal Oeste, Tecnocal, sendo a gestão do ArcelorMittal.
Segundo o empresário Edivar Geraldo Rodrigues, da Cal Cruzeiro, o programa objetiva despertar uma maior conscientização de diretores e funcionários sobre a relevância dos temas ?Responsabilidade Social e Sustentabilidade? para o avanço setorial. ?A participação e o envolvimento de toda a cadeia produtiva têm sido fundamental? , revela Edivar.
Para o empresário, levar para a comunidade os resultados desta iniciativa é o desafio desse grupo de empresas. ?O apoio do maior grupo siderúrgico do mundo ? ArcelorMittal é estratégico? , avalia. ?Estamos procurando oferecer à população uma conscientização da relevância do setor da cal para nossa região? , completa.
O programa
As etapas do programa SRE contemplam reuniões nas empresas e em Belo Horizonte, integrando-os aos propósitos do projeto, com a viabilização de sugestões, a partir de vivências dentro das fábricas. A partir do início do programa, algumas mudanças são necessárias, como a redução do consumo de água e emissão de poluentes, utilização correta de insumos, predominância na utilização de florestas plantadas e uso de filtros na produção.
Segundo Cristina Fedatto, consultora em Sustentabilidade Empresarial da ArcelorMittal, os empresários já estão conscientes da importância do tema para o desenvolvimento estratégico do setor da cal: ?Estamos na metade do programa e o nosso objetivo é que, ao término, todos estejam aptos a continuar com o processo em suas empresas? .
Todos os participantes são fornecedores da ArcelorMittal. Para a consultora, numa análise de desempenho do grupo, é possível constatar um entendimento de unidade setorial, o que tem influenciado no processo de gestão mútua das empresas. ?É possível perceber todo um potencial técnico trabalhando pelo fortalecimento do negócio da cal. Com isso, a comunidade passa a perceber as ações como algo inovador, de melhoria de gestão, e de forte impacto na economia regional? .
Segundo Cristina Fedatto, o projeto é assunto na região pela mudança na cultura organizacional em que todos entenderam o real papel da sociedade, as perdas com os impactos ambientais, a gestão do relacionamento com as comunidades, o valor do trabalho e a unidade empresarial.
Leonardo Monteiro, técnico da ArcelorMittal, que participa de todas as etapas do programa, revela que os resultados convergem para um entendimento da necessidade de agregar valor a cadeia produtiva da cal. ?Estas ações impactam diretamente o nosso fornecedor que entendeu que a gestão de mudanças é uma prática desenvolvida em todo o mundo e o setor precisa se integrar a esse tema novo? .
Até o final do programa, no próximo ano, os coordenadores esperam que todas as empresas tenham seu código de ética implementado em toda sua extensão, melhorando as relações das empresas com todos setores da sociedade.
A ArcelorMittal
Em 27 países a Fundação ArcelorMittal mantém propostas para promover o bem-estar econômico e social das comunidades de relacionamento do grupo. Somente no Brasil, já são 20 anos de atuação, com 14 programas ativos sempre alinhados aos negócios do grupo, com mais de 500 mil pessoas beneficiadas por ano. Para a empresa, o principal avanço foi a mudança do conceito de responsabilidade social empresarial. Hoje, a fundação trabalha com foco no investimento social privado, com programas planejados, com objetivos, indicadores de performance e metas para o monitoramento dos resultados.
O que impacta diferentes dimensões, que se refletem no dia a dia da empresa, como, por exemplo, uma boa relação com stakeholders: empregados, comunidade, clientes, fornecedores etc. A sustentabilidade é um dos três pilares de atuação da ArcelorMittal no mundo, integrando empresas fornecedoras e seu entorno. Na visão da empresa, diz Cristina Fedatto, ela produz, lucra e deve compartilhar seus ganhos com a sociedade por meio de programas sociais voluntários. ?Quem investe seriamente em sustentabilidade, certamente, vai se destacar no novo cenário de mercado que se desenha no século XXI? , conclui Edivar .







