Há cinco anos, as palavras ?curtir? e ?fã? nada valiam – em dinheiro -, mas, até 2015, por meio delas, os negócios online devem movimentar US$ 30 bilhões no mundo. Neste ano, espera-se que façam girar US$ 5 bilhões. Embora essas previsões do instituto americano Social Media Influence foquem os peculiares botões do Facebook, especialistas acreditam que todo esse dinheiro vai circular entre todas as redes sociais que persistirem ou surgirem até lá.
Por enquanto, esse modelo de marketing é batizado de Fcommerce (termo em inglês para comércio eletrônico via Facebook), mas já existem estudos que fazem referência a ele como Scommerce, ou comércio eletrônico nas redes sociais.
A modalidade também não é nova – foi lançada em junho de 2009 pela equipe de Mark Zuckerberg -, mas nunca mereceu tanta atenção dos gurus do marketing como no primeiro semestre deste ano. Situação que tem a ver com o crescimento do Facebook em todo o mundo, desbancando os concorrentes e até grandes sites de buscas quando o assunto é relacionamento social na internet.
Para se ter uma ideia, hoje o Facebook bate até o Google em tempo médio de uso por usuário. De acordo com o TechCruch, que mede a audiência na internet, a rede social retém cada assinante por no mínimo 7m01s contra 2m05s do Google.
Tamanha predileção leva empresas de todos os portes a investirem em campanhas que façam as pessoas se tornarem fãs e ou curtirem sua página na rede social. O poder de venda de um produto recomendado, ou seja, que do qual outro consumidor gostou é enorme, destaca o publicitário paulista Rodrigo Demétrio, da WV Comunicação, especializada em marketing digital.
A agência já assina várias campanhas no Facebook, entre elas, a dos souvenirs para o Rock in Rio e da Universidade Mauá. A instituição de ensino captou, entre abril e maio deste ano, 4.500 fãs, ao custo aproximado de R$ 3 mil. Foram menos de R$ 0,70 por clique, o que é considerado um custo bem baixo. No entanto, Demétrio explica que as empresas brasileiras ainda olham enviesadas para propostas publicitárias envolvendo redes sociais. Precisam ver resultado para, então, aderirem a novas ações similares, comenta.
Contudo, no exterior, em especial nos Estados Unidos, campanhas milhares de vezes mais caras já estão pipocando no Facebook. É o caso da que envolveu o lançamento do CD de Lady Gaga, que captou cerca de 40 milhões de ?Likes? (versão em inglês do nosso Curtir). A Gap Jeans, outra pioneira no negócio, prospectou 10 mil cliques na sua estreia na rede, em novembro último e a Levis incrementou o tráfego no seu site de vendas em 40 vezes, há um ano, também a partir do Facebook.
O interessante é que o Fcommerce movimenta uma cadeia própria, pois o Facebook não cobra pela criação de páginas corporativas, além de que criou uma área para desenvolvedores que criam os aplicativos. Hoje, 2,5 milhões de sites estão integrados à rede social deMark Zuckerberg por meio desses aplicativos.
Formiga
Comércio nas redes sociais movimentará US$ 30 bi até 2015
- por Últimas Notícias
- 21/07/2011 - 14:54








