Formiga

Empresa contratada para construir UPA abandona obra; recomeçará processo licitatório

Parece que a bruxa anda solta pela Prefeitura de Formiga. Depois de anunciar no jornal oficial do órgão que faltam empresas interessadas em viabilizar a obra da barragem de captação de água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), que foi destruída pela enchente em 2008, não bastasse isso, agora a obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está paralisada há pelo menos 15 dias, pois a direção da empresa Cubo Engenharia contratada para tal fim alegou estar com problemas financeiros e, por isso, não conseguiu executar o cronograma físico da obra.
Segundo informações da Secretaria de Comunicação, quando a empresa participou do processo licitatório teve que apresentar seus índices de liquidez e de endividamento, obtidos por meio do balanço patrimonial e exercício financeiro, e, na época, estes índices davam total condição para que a empresa assumisse a obra.
?É importante ressaltar que desde maio a Prefeitura vinha constatando problemas na construção da UPA, quando foi realizada uma reunião com a Cubo Engenharia para verificar tal questão. Durante a reunião, a empresa garantiu que conseguiria cumprir o cronograma previsto?, segundo informações da secretaria.
A Procuradora Municipal, Sandra Micheline, disse que a administração municipal adotará procedimentos legais para dar continuidade à obra. Como a Cubo Engenharia não cumpriu o cronograma de obras dentro do prazo previsto, será aplicada uma multa à empresa que deverá ser deduzida deste crédito. ?Precisamos primeiramente finalizar com a empresa Cubo Engenharia e depois abrir um novo processo licitatório para que a obra continue?, disse a procuradora.
O vereador Eugênio Vilela/PV contou na reunião da Câmara Municipal, de segunda-feira (8), que na semana passada foi até as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, o que viu por lá foi o maior absurdo da face da terra. De acordo com ele, o projeto de mais de R$ 1 milhão que foi aprovado na Câmara, de nada valeu, já que as obras estão paralisadas. E o pior: os próprios servidores mostraram ao vereador a quantidade de sacos de cimentos abertos no local e que serão ?perdidos?.