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Trump assina decreto para mudar calendário de vacinas infantis nos EUA

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nessa segunda-feira (10) um decreto para reformular a abordagem do governo federal em relação às vacinas infantis. A medida propõe reduzir o número de vacinas recomendadas para crianças nos primeiros anos de vida e distribuir a aplicação das doses em um período mais longo.

A nova política estabelece 11 vacinas recomendadas para todas as crianças: contra sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, Hib, doença pneumocócica, HPV e varicela.

A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, conhecida como SCR ou Tríplice Viral, também deverá ser dividida em três doses individuais. Outras vacinas, como as contra hepatite, rotavírus, doença meningocócica, gripe e Covid-19, passam a envolver decisões compartilhadas entre pais e profissionais de saúde.

Populações consideradas de alto risco são aconselhadas a receber anticorpos monoclonais contra o VSR e vacinas contra hepatite A, hepatite B, meningococo B, meningococo ACWY e dengue.

Trump afirmou que as vacinas devem ser aplicadas em diferentes consultas médicas, com maior intervalo entre as doses. Segundo ele, as mudanças permitiriam que o organismo das crianças lidasse melhor com a quantidade de substâncias administradas.

Não há provas que sustentem essas alegações. O senador republicano Bill Cassidy, que é médico, criticou o decreto e afirmou que as vacinas são seguras e eficazes e não causam autismo. Segundo ele, dividir as vacinas pode fazer com que as crianças recebam mais doses para obter a mesma proteção.

O governo também pretende trabalhar com os estados para incorporar as novas diretrizes aos requisitos de vacinação.

A medida ocorre após meses de pressão para mudanças no calendário de vacinação infantil. Anteriormente, grupos médicos haviam recorrido à Justiça para contestar uma revisão do calendário, e um juiz decidiu a favor deles, apontando lacunas de conhecimento entre integrantes de um painel consultivo independente sobre vacinas.

O anúncio também ocorreu após a divulgação de mensagens de 2021 do ex-conselheiro médico da Casa Branca Anthony Fauci sobre possíveis riscos da vacina contra a Covid-19 para gestantes. Estudos posteriores demonstraram que as vacinas são seguras durante a gravidez.

 

Com informações da CNN Brasil