A força e a capacidade de proliferação do vírus causador da Covid-19, a esta altura dos acontecimentos é algo de que ninguém em sã consciência duvida.
Se bem que alguns figurões reconhecidos como líderes de nações que hoje figuram entre as mais desenvolvidas do mundo e/ou que participam de seletos grupos que se formam e de alguma forma controlam o fluxo de capitais mundo afora, ao menos num primeiro tempo, se mostraram céticos quanto a esta verdade antes enunciada.
Dentre estes respeitáveis senhores (as), citamos Donald Trump, Boris Johnson, Emmanuel Macron, Xi Jinping e aqui, incluímos também neste mesmo rol, o brasileiro Jair Bolsonaro. Ele, tal e qual os outros citados, em dado momento e até com certa veemência, colocou na balança, de um lado os pesos das muitas mortes anunciadas para muitos de seus patrícios, isto em razão do ataque mortal do vírus, e no outro prato, colocou a possibilidade de muito mais mortes que, segundo ele, seriam causadas pela asfixia da economia local, seguidas das consequentes ações de vandalismo, saques e de perpetração de outros crimes que a fome e a desesperança costumam fomentar.
Esta “escolha de Sofia”, convenhamos, não era mesmo fácil de ser feita e talvez por isto, todos eles, ao menos até esta data, parecem haver colocado as nações por eles dirigidas, em compasso de espera. Talvez na esperança de que o milagre da hidroxicloroquina ou de outros sabe-se lá quais fármacos em estudo, sejam reconhecidos como “o produto milagroso que os céus nos enviarão”.
Enquanto isso, por aqui, Mandetta continua dando as cartas, mas certamente ciente de que, o piso que o sustenta pode ruir de uma hora para outra e aí, o laço da forca que circunda seu pescoço, pode se apertar para sempre.
Se a pandemia mundial se alastra e perturba cada vez mais a vida dos governantes mundo afora, aqui nesta terra descoberta por Cabral, a coisa se complica mais ainda quando se anuncia que, politicamente, assessores do presidente como o ministro da Educação e seu filho o “zero três”, trocam farpas e acusações contra a China, país de onde o mundo inteiro espera receber equipamentos, máscaras e outros insumos, mais que necessários para se combater aqui ou lá, a tal pandemia.
No âmbito municipal, e apenas para justificar o título deste editorial, é preciso reconhecer que o prefeito e sua equipe, em especial a da Saúde e de seu gabinete de crise (montado em razão da pandemia), dentro de suas limitações e cientes da dependência que existe com relação às verbas não repassadas pelo Estado e pela União – (que propagam e prometem muito, mas efetivamente, agem a passos de tartaruga) – repetimos, o município tem agido, dentro do possível, na firme defesa da saúde pública. E isto, pode ser comprovado pelos números que, diariamente, nos são disponibilizados e que, acreditamos, são reais.
Concluindo, quer nos parecer que este município, se ainda não se rendeu ao corona – (só temos 253 casos em investigação, 53 descartados e nenhum internado ou falecido) e acreditando, repetimos, que não há subnotificação, ficamos a imaginar que um outro vírus, o que costuma atacar os políticos, e que andou por aqui incubado por mais de três anos, de repente atacou a muitos daqueles que até ontem cerravam fileiras e participavam, ainda que metaforicamente, da mesa presidida pelo prefeito e onde, ao menos ao que se imaginava, dela participavam e comungavam dos mesmos ideais.
Estranhamente, e certamente em razão da luta contra a pandemia haver tomado todo o tempo do prefeito e de seus assessores diretos nas últimas semanas, as defecções foram muitas e a debandada acabou ocorrendo. O resultado disto é que, o governo que se elegeu e contou de início com apenas uma vereadora de oposição, chega hoje, assistindo no Legislativo uma verdadeira briga de foices em que, segundo a boca do povo, não se conseguirá reeleger trinta ou quarenta por cento das atuais cadeiras. E isto, é bom ou ruim para democracia? Esta é a pergunta a ser respondida, após as eleições, se é que a Covid-19, também não as aniquile também do calendário.








