O prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou, em transmissão ao vivo pelas redes sociais nessa terça-feira (28), que já liberou a abertura de 1.900 covas em Belo Horizonte para possíveis vítimas fatais de Covid-19 na capital mineira.
Segundo último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, a cidade tem 569 casos confirmados. Destes, 14 morreram.
Apesar da liberação de ampliação de covas nos cemitérios municipais, Kalil voltou a dizer que, por orientação de infectologistas, ainda não vai reabrir o comércio na cidade, para evitar a contaminação por coronavírus atinja uma situação insustentável, que já é vista em outras capitais.
“A Prefeitura de São Paulo está encomendando saco plástico reforçado para colocar cadáver. E eu não vou fazer isso. (…) Não quero ser prefeito coveiro”, disse.
Durante a transmissão, Kalil pediu desculpas aos comerciantes e empresários e disse que a Prefeitura gasta R$ 50 milhões por mês com a cidade parada. E garantiu, que, depois da pandemia, vai se dedicar a promover políticas públicas para a recuperação econômica da cidade. “Agora, nós vamos tentar salvar Belo Horizonte das cenas…. É coisa bárbara, coisa de filme de terror”, falou.
Plano de contingências
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte respondeu, no final da tarde desta terça, que a medida faz parte de um plano de contingência para os cemitérios municipais e tem objetivo de “evitar colapso do sistema”.
Segundo a Fundação, “está sendo executada a ampliação da infraestrutura dos cemitérios para atendimento a mais 1.900 sepultamentos”. Também estão sendo comprados equipamentos de proteção individual para os funcionários e contratação de profissionais.
Ainda de acordo com a Fundação, os números mostram que em março deste ano houve aumento de quase quatro sepultamentos por dia, em relação ao mesmo mês do ano passado. Mas, em abril, a média diária apresentou queda, mesmo o mês ainda não tendo encerrado. Em 2020, a média diária de enterros é de 26,1; em 2019, esta média era de 26,73.
Fonte: G1








