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Gaeco de Divinópolis faz operação para combater prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em Divinópolis e Monte Claros, no Norte de Minas, durante a Operação “Vidas Roubadas” de combate ao favorecimento a prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes nesta terça-feira (26).

A ação foi deflagrada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Promotoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e contou com o apoio da 7ª Região da Polícia Militar (RPM).

De acordo com o Gaeco, foram cumpridos 1 mandado de prisão e 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Divinópolis e 1 em Montes Claros. Os alvos da operação são exploradores, agenciadores, intermediadores e clientes assíduos de programas sexuais envolvendo adolescentes.

Segundo informações do promotor da Infância e Juventude em Divinópolis, Casé Fortes, uma jovem de 27 anos foi ouvida durante a manhã. Ela é suspeita de agenciar adolescentes para o crime de prostituição. E outras pessoas que também estariam envolvidas nesse esquema que também conta com crianças, devem ser ouvidas nos próximos dias.

Investigação

As investigações começaram a partir de casos envolvendo o abuso sexual de crianças e adolescentes registrados na Vara da Infância e Juventude.

“Tudo começou com os fatos que eram referidos dos processos normais da infância e juventude. Fomos colhendo informações há cerca de quatro meses já e solicitamos a colaboração do Gaeco. Em seguida, o promotor de Justiça do Gaeco Leandro Willi organizou essa operação com base nos levantamentos feitos ao longo desses meses”, explicou.

Ainda conforme o promotor, os clientes entravam em contato com os agenciadores através de redes sociais ou mesmo ligações.

“A investigação está em andamento, mas já temos quatro pessoas envolvidas. O cliente do crime de prostituição também será investigado”, completou.

Operação

A pena para o crime é de 4 a 10 anos de reclusão. A Operação “Vidas Roubadas” conta com a participação de três promotores de justiça, 6 agentes do Gaeco, dois servidores do Ministério Público, 50 policiais militares e 15 viaturas.

Fonte: G1