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EUA aprovam remédio para tratar infectados

Foto: Logo UN

 

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou o comprimido contra a Covid-19 da Pfizer, um passo importante na luta contra a pandemia, pois dá acesso a milhões de pessoas a um tratamento para a doença.

“A autorização de hoje (ontem) apresenta o primeiro tratamento contra a Covid-19 em forma de pílula, ingerida por via oral”, disse a cientista da FDA Patrizia Cavazzoni em comunicado. “Esta aprovação proporciona uma nova ferramenta para lutar contra a Covid-19 em um momento crítico da pandemia, no qual estão surgindo novas variantes” disse a funcionária da FDA. A FDA autoriza esse medicamento a pacientes de alto risco maiores de 12 anos.

O tratamento da Pfizer, chamado Paxlovid, consiste em duas pílulas diárias, tomadas durante cinco dias. Um teste clínico com 2.200 pessoas demonstrou, segundo a empresa, que é seguro e reduz em 88% a possibilidade de hospitalização e mortes em pessoas de risco. Em uma medida incomum, a FDA não convocou seu habitual painel de especialistas independentes para revisar em profundidade os dados relacionados com a pílula da Pfizer antes dessa autorização. O tratamento da Pfizer já tinha sido autorizado anteriormente na União Europeia.

Os Estados Unidos já pagaram 10 milhões de tratamentos no valor de cerca de US$ 5,3 bilhões. A autorização ocorre em um momento em que os contágios de Covid-19 aumentam nos Estados Unidos, impulsionados pela variante ômicron, a mais infecciosa vista até agora. A variante, que contém múltiplas mutações, é mais capaz de escapar da imunidade conferida por uma infecção prévia e as autoridades sanitárias pedem que o público tome uma dose de reforço com vacinas de RNA mensageiro (RNAm) para um maior grau de proteção.

Diferentemente das vacinas, a pílula anti-covid não se dirige à proteína ‘spike’, em constante evolução no coronavírus, que a usa para invadir as células. Ainda se espera a autorização para outra pílula contra a doença, desenvolvida pela farmacêutica Merck, que também é administrada durante cinco dias. 

Especialistas independentes votaram a favor desse tratamento por uma margem apertada, mas expressaram preocupações sobre sua segurança, como o dano potencial nos fetos em mulheres grávidas e o possível dano à cadeia de DNA. Os dois tratamentos funcionam de forma diferente dentro do corpo e não se acredita que a pílula da Pfizer tenha o mesmo nível de riscos. Grã-Bretanha e Dinamarca já deram luz verde ao tratamento da Merck.

Os Estados Unidos registram a primeira morte no país causada pela variante ômicron do coronavírus na noite de segunda-feira. Os Centros de Controle de Doenças confirmaram que a ômicron é agora a cepa dominante nos Estados Unidos. A variante é responsável por 73% dos novos casos de Covid. O país é o que acumula mais mortes desde o início da pandemia, há dois anos, com mais de 800 mil óbitos até agora. As filas crescem em frente aos centros de diagnóstico, enquanto competições esportivas e espetáculos estão sendo cancelados.

Fonte: Estado de Minas