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Criança morta em Carmo da Mata pode ter sido enterrada viva, aponta laudo do IML

Ana Clara Pereira Gonçalves, de cinco anos, achada morta na noite de sábado (19) em Carmo da Mata, pode ter sido enterrada viva. Isso é o que aponta o laudo do Instituto Médico Lega (IML) divulgado nesta segunda-feira (21) pela Polícia Civil. A menina desapareceu seis dias antes e o padrasto dela, de 27 anos, confessou o crime.

Segundo o documento assinado pelo médico legista que analisou o corpo em Campo Belo, a criança foi morta por asfixia mecânica, obstrução de vias aéreas e soterramento, pois foram encontrados restos de terra nos pulmões dela. “É possível que ela tenha sido enterrada viva”, afirmou a Polícia Civil.

O exame de necropsia não dectou nenhum outro tipo de lesão no corpo. A investigação do caso continua. Agora os investigadores tentam identificar o motivo e a dinâmica do crime.

Despedida

Tristeza e revolta marcaram o velório e o sepultamento da menina Ana Clara Pereira Gonçalves, de cinco anos, na tarde do último sábado (19). Centenas de pessoas acompanharam as duas cerimônias. Por causa do estado avançado de decomposição, o velório ocorreu com o caixão lacrado.

Durante a cerimônia, que durou duas horas, Crispim Gonçalves Viana Neto mostrou o atestado de óbito da filha. O documento assinado por um médico do Instituto Médico Legal (IML) de Campo Belo indicava que a vítima poderia ter morrido por asfixia, sufocação e soterramento.

A mãe de Ana Clara, Mariana Pereira Cruz, chorou bastante durante o velório. Em vários momentos ela precisou ser amparada. Cena que se repetiu no cemitério. O padrasto de Ana Clara, de 27 anos, é o principal suspeito do sumiço e da morte da enteada. Em depoimento à Polícia Civil ele declarou que o fato foi “acidental”.

 

Fonte: G1 ||