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Em Frazões, lamaçal dificulta escoamento da produção

*Lorene Pedrosa

A chuva, que deveria ser considerada uma benção por qualquer produtor rural, em Formiga, em especial para os que produzem na comunidade de Frazões, se tornou uma tormenta.

Por falta de manutenção em tempo hábil nas estradas rurais, após os seguidos dias de chuva que caíram em toda a região, os acessos se transformaram, em alguns pontos, em grandes lamaçais, dificultado e até impedido o escoamento de produção agrícola da comunidade, uma das maiores da cidade.

A situação é caótica. Dois caminhões carregados de lenha atolaram em uma das estradas nessa quinta-feira (21). Um deles, por meio de manobras e da ajuda de algumas pessoas, seguiu viagem. Com o segundo, foi necessário pagar para que uma pá carregadeira tirasse o caminhão do local.

(Foto: Reprodução Whats App)
(Foto: Reprodução Whats App)

 

Os produtores rurais prometem que ainda nessa semana procurarão a administração municipal para que uma solução seja encontrada. Eles garantem que há na comunidade uma patrola que deveria atender a população local e evitar que a situação das estradas chegasse ao ponto em que está, porém, a mesma não é utilizada.

“Esperaram o período de chuva para intensificar os serviços de manutenção e não deu outra. Problema na certa para produtores e moradores da zona rural”, comentou um dos reclamantes.

O Nova Imprensa entrou em contato com o responsável pelo Setor de Manutenção das Estradas Rurais, da Secretaria de Obras, Geraldo Alexandre de Castro, que explicou o motivo que levou ao atraso nos trabalhos de manutenção das estradas. “No ano passado as máquinas foram liberadas do conserto só no final de novembro. Tivemos grandes dificuldades para encontrar peças de reposição e, por isso, o trabalho ficou atrasado. Não era essa a nossa vontade. O período ideal para a realização das manutenções é a partir de abril, quando começa a seca, mas não tínhamos maquinário”, explicou o servidor que disse aguardar para que a proposta de compras de novo maquinário seja efetivada, o que colocará um fim no problema gerado pela falta de máquinas.

Sobre ações emergenciais diante da atual situação de algumas estradas, Geraldo Alexandre informou que nos casos mais críticos, como os que impedem o tráfego de vans escolares, a administração tem agido, raspando parte da via e jogando cascalho, porém, “passar a máquina nas estradas nesses dias de chuva seria uma imprudência, podendo inclusive, piorar e muito as condições dos acessos. Muitas vezes o que se tem é barro, mas por baixo a estrada está firme. Se passamos a máquina, podemos tirar a estabilidade do terreno, causando mais problemas ainda”, completou.

O responsável pelo Setor de Manutenção explicou que muitas partes das estradas estão comprometidas devido a enxurradas que descem de terrenos particulares, formando “lagos” nas estradas. “Nós temos encontrado uma grande resistência por parte de alguns produtores, como os de eucalipto, para que cessem com essas enxurradas provenientes de cursos d’água usados para regar as plantações, que acabam escorrendo para as estradas. Estamos tentando convencê-los a fazer cacimbas. Sem essas enxurradas, as manutenções que precisam ser feitas, duas ou três vezes no ano, poderiam ocorrer a cada dois anos, trazendo grande economia para o município”, encerrou.