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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso em operação da PF em Minas e São Paulo

Foto: Reprodução/Banco Master

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação cumpre mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Ao todo, estão sendo executados quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. Vorcaro foi preso em São Paulo. As investigações contam com o apoio técnico do Banco Central do Brasil e apuram a atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes financeiros e invasões tecnológicas.

Segundo a Polícia Federal, a operação tem como objetivo desarticular um esquema responsável por práticas como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o bloqueio e o sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida visa interromper a movimentação de ativos associados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas em apuração.

Fases anteriores

A Operação Compliance Zero já havia avançado anteriormente contra o mesmo grupo investigado. Em janeiro deste ano, a PF deflagrou a segunda etapa da investigação, que também teve Daniel Vorcaro entre os alvos.

Na ocasião, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao empresário. A ação resultou na apreensão de 39 celulares, 31 computadores e 30 armas.

Também foram recolhidos R$ 645 mil em dinheiro vivo e 23 veículos, avaliados em aproximadamente R$ 16 milhões. As medidas de bloqueio e sequestro de bens adotadas naquela fase ultrapassaram R$ 5,7 bilhões.

Com a terceira fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal amplia as medidas contra o grupo investigado, incluindo novas prisões, buscas e o bloqueio bilionário de bens. As investigações seguem com o objetivo de apurar a extensão das supostas práticas criminosas e responsabilizar os envolvidos.

Com informações do Hoje em Dia