Policial

Ator José Dumont é preso no Rio para cumprir pena por estupro de vulnerável

Foto: TV Globo/Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na terça-feira (3), o ator José Dumont, de 75 anos, em cumprimento a um mandado de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A detenção foi realizada por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) na residência do artista, localizada no bairro do Flamengo, na zona sul da capital fluminense.

O caso que levou à prisão teve início em 2022. De acordo com as investigações, Dumont teria levado para dentro de seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma vendedora ambulante que trabalhava na porta do prédio onde o ator morava.

A situação passou a ser investigada após denúncias feitas por moradores do edifício, que relataram que a criança teria visitado o apartamento do ator em diversas ocasiões. Com o avanço do processo judicial, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) proferiu uma decisão definitiva sobre o caso.

José Dumont foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão. Como o processo já transitou em julgado ou seja, não cabe mais recurso quanto ao mérito da condenação foi expedido o mandado de prisão para o início imediato do cumprimento da pena.

Após os procedimentos legais realizados na delegacia, o ator será encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. A reportagem informou que tentou contato com a defesa de Dumont, mas ainda aguarda retorno.

Com mais de quatro décadas de carreira artística, José Dumont construiu trajetória na televisão, no cinema e em produções de diferentes emissoras. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão a participação na primeira versão da novela Pantanal (1990), no papel de Gil Marruá, pai de Juma Marruá, e em A História de Ana Raio e Zé Trovão, no mesmo ano, interpretando Mané Coxo.

Ao longo dos anos, integrou o elenco de novelas como Terra Nostra (1999), América (2005), Velho Chico (2016), Onde Nascem os Fortes (2018) e Todas as Flores (2022), além de participar de Nos Tempos do Imperador, no papel do coronel Eudoro. Também atuou em produções da Record, como Caminhos do Coração (2007) e Ribeirão do Tempo (2010).

No cinema, estreou em Morte e Vida Severina e participou de produções como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia. Ao todo, acumulou cerca de 50 trabalhos entre longas e curtas-metragens. Seu projeto mais recente foi o filme Curral, dirigido por Marcelo Brennand e lançado em 2021.

Com informações do Hoje em Dia