Uma reunião realizada neste sábado (7), na Flórida, reuniu líderes latino-americanos para discutir estratégias de enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado no continente. O encontro foi liderado por Donald Trump e ocorreu no âmbito da coalizão chamada “Escudo das Américas”, iniciativa voltada ao combate a cartéis e organizações criminosas na região. O Brasil não participou do evento.
De acordo com as informações divulgadas, a reunião contou apenas com países cujas políticas de segurança admitem o uso de força letal contra organizações criminosas. Esse critério ajuda a explicar a ausência do Brasil no encontro.
A exclusão brasileira chamou atenção porque a reunião não teve caráter apenas protocolar. O encontro foi descrito como uma articulação regional voltada à segurança, ao combate ao narcotráfico e ao enfrentamento de grupos criminosos com atuação transnacional.
Na prática, o Brasil ficou fora de uma aliança regional que busca endurecer a resposta contra facções e cartéis, justamente em um momento em que o avanço do crime organizado é apontado como uma das maiores ameaças para o continente.
Politicamente, o episódio também foi interpretado como um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a avaliação apresentada, o governo brasileiro tem adotado uma postura considerada menos rígida no combate ao narcotráfico e evita reconhecer a gravidade do problema em termos mais duros.
Ainda de acordo com essa análise, Lula não trata narcoterroristas como terroristas, e seu governo também não adotaria medidas consideradas mais contundentes para enfrentar essas organizações.
Com isso, o Brasil acaba ficando de fora de uma aliança regional de segurança voltada ao enfrentamento do crime organizado. Enquanto o bloco busca fortalecer ações conjuntas contra facções e cartéis, o país permanece afastado da iniciativa em meio a críticas à condução da política de combate ao narcotráfico.
Com informações de É o Mundo








