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Morte por leptospirose é confirmada em Ubá após chuvas extremas; 41 casos suspeitos seguem em análise

Foto: Rodney Costa / O TEMPO

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a morte de uma mulher de 33 anos por leptospirose em Ubá, na Zona da Mata, cidade gravemente afetada por chuvas intensas no fim de fevereiro. A vítima teria tido contato com água ou lama contaminadas pela urina de ratos, segundo informou o governo estadual.

Equipes da Vigilância Epidemiológica acompanharam o caso e confirmaram a infecção por meio de exames laboratoriais. Além da morte, outras 41 notificações de casos suspeitos estão em análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Todos os casos foram registrados a partir de 24 de fevereiro, quando um dos maiores temporais já registrados atingiu a cidade, provocando enchentes e enxurradas significativas.

A Secretaria Municipal de Saúde de Ubá alerta a população para os sintomas da leptospirose, que incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e mal-estar. Os moradores também são orientados a redobrar os cuidados durante a limpeza de casas, comércios e áreas atingidas, utilizando luvas, botas e equipamentos de proteção ao manusear objetos que tenham tido contato com água ou lama possivelmente contaminadas.

Em casos mais graves como febre alta persistente, vômitos intensos, dificuldade para respirar ou piora do estado geral a orientação é procurar atendimento imediato em hospital. Segundo a prefeitura de Ubá, as equipes de saúde seguem monitorando a situação, intensificando ações de prevenção, orientação à população e acompanhamento dos casos no município.

O Governo de Minas informou que está destinando cerca de R$ 8,3 milhões ao município, por meio de adiantamentos e reforços financeiros emergenciais, para fortalecer a assistência à saúde e reorganizar os serviços. Entre as medidas emergenciais, a SES-MG enviou novas câmaras frias para recompor a estrutura de armazenamento de medicamentos e vacinas. Além disso, a pasta havia publicado, ainda em 24 de fevereiro, um alerta epidemiológico com orientações técnicas para serviços de saúde e população, reforçando a vigilância, controle vetorial e mobilização comunitária.

Com informações do jornal O Tempo