Uma entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (12) apresentou detalhes da operação “Ghost Machine”, que investiga um esquema de direcionamento de licitações, pagamento de propina e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) da Prefeitura de Divinópolis.
De acordo com o Ministério Público, quatro pessoas foram presas: dois empresários e dois servidores públicos. As investigações apontam contratos que somam mais de R$ 37 milhões, e o valor pago em propinas pode ultrapassar R$ 2 milhões.
A apuração teve início em março de 2025, após denúncia feita pela própria prefeitura. Segundo o Ministério Público, empresas do ramo de locação de máquinas eram favorecidas em processos licitatórios.
Ainda conforme os investigadores, medições falsas de serviços de aluguel de máquinas eram utilizadas para justificar o desvio de dinheiro público.
Além das prisões, outras 14 pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão. Entre os servidores investigados, um estava na ativa e outro licenciado.
Em nota, a Prefeitura de Divinópolis informou que um secretário suspeito foi exonerado e afirmou que a administração municipal colabora com as apurações.
Segundo a Polícia Civil, com um dos presos foram encontrados R$ 185 mil escondidos em caixas de sapato, além de duas armas.
Com informações do Portal MPA








