O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo do presidente Donald Trump, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver permissão para entrar nos Estados Unidos.
“Aquele americano que disse que vinha para cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados”, disse Lula durante agenda no Rio de Janeiro.
O presidente ressaltou que os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha no ano passado, quando o visto do ministro estava vencido e, portanto, não poderia ser formalmente cancelado. “Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou.
Visita negada pelo STF
Na quinta-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber Beattie. Segundo Moraes, a visita do assessor não foi comunicada à diplomacia brasileira e não integra a agenda oficial no país.
Possível ingerência
Também na quinta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, alertou Moraes que a visita poderia configurar “indevida ingerência” nos assuntos internos do Brasil. Em ofício enviado ao STF, Vieira destacou que “a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.
Pedido de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro havia solicitado ao STF, na última terça-feira (10), autorização para receber Darren Beattie na próxima segunda-feira (16) ou terça-feira (17), período em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil. A solicitação incluía também a presença de um tradutor durante o encontro.
Com informações da Agência Brasil








