Os preços dos medicamentos vendidos em todo o Brasil poderão sofrer reajuste de até 3,81% a partir de 1º de abril de 2026. A alta foi autorizada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed), órgão ligado à Anvisa. Até o dia 31 de março, permanecem válidos os valores atualmente praticados no mercado.
A atualização dos preços ocorre anualmente, conforme previsto na legislação que regula o setor farmacêutico no país. No entanto, nem todos os produtos seguem essa regra. Medicamentos fitoterápicos, aqueles isentos de prescrição, com alta concorrência, e os homeopáticos não estão incluídos nesse modelo de reajuste.
De acordo com a definição da CMed, os percentuais variam conforme o nível de concorrência de cada medicamento. Aqueles com maior competitividade no mercado poderão aplicar reajuste de até 3,81%. Já os medicamentos classificados como de concorrência intermediária, enquadrados no nível 2, terão limite de aumento de até 2,47%. Por outro lado, os produtos com menor concorrência poderão ter reajuste máximo de 1,13%.
Apesar da autorização para a atualização dos preços, o reajuste não é automático nem obrigatório para as empresas farmacêuticas, que podem decidir se irão aplicar os novos valores dentro dos limites estabelecidos.
A medida estabelece os parâmetros para o setor, mantendo a política anual de controle de preços e definindo os tetos de reajuste conforme as condições de mercado de cada tipo de medicamento.
Com informações do O Tempo








