Ciência e Saúde

Teste com cotonete mostra boa eficácia para detectar Alzheimer precoce

Foto: Freepik/Imagem ilustrativa

O Alzheimer, condição que afeta milhões de pessoas no mundo, ainda enfrenta um grande desafio: o diagnóstico precoce. A falta de sintomas iniciais dificulta a identificação da doença, atrasando tratamentos e permitindo que ela se torne progressiva. No entanto, um novo teste desenvolvido nos Estados Unidos mostra potencial para mudar esse cenário.

Como funciona o teste

Liderada pela rede de saúde acadêmica Duke Health, a pesquisa utiliza um cotonete nasal para coletar células nervosas e imunológicas na parte superior do nariz, após a aplicação de um spray anestésico. As células são então analisadas para identificar quais genes estão ativos, permitindo aos cientistas detectar alterações biológicas ligadas ao Alzheimer mesmo antes de surgirem sintomas clássicos, como problemas de memória e raciocínio.

Segundo Bradley J. Goldstein, um dos autores do estudo, “queremos poder confirmar o Alzheimer muito cedo, antes que os danos tenham a chance de se acumular no cérebro. Se conseguirmos diagnosticar as pessoas precocemente, poderemos iniciar terapias que as impeçam de desenvolver Alzheimer clínico”.

Resultados promissores

O estudo analisou amostras de 22 participantes e conseguiu identificar mudanças precoces relacionadas à doença tanto em indivíduos com sinais laboratoriais iniciais quanto em pessoas sem sintomas. Comparado a indivíduos saudáveis, o teste diferenciou corretamente pacientes com e sem Alzheimer em estágio inicial em aproximadamente 81% dos casos.

Os pesquisadores destacam que o grande diferencial desse teste é a capacidade de detectar a atividade nervosa e imunológica em tempo real, ao contrário dos exames atuais, que identificam apenas marcadores mais tardios da doença.

Próximos passos

O próximo objetivo da equipe é ampliar o número de participantes, obtendo dados mais robustos sobre a eficácia e funcionamento do teste com cotonete nasal. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature Communications nesta quarta-feira (18).

Com informações do Metrópoles