Ciência e Saúde

Casos de vírus sincicial respiratório em crianças de até 2 anos apresentam queda, aponta Fiocruz

Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças de até 2 anos, estão em queda na maior parte do Brasil. A informação consta no Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O VSR é uma das principais causas de bronquiolite em crianças pequenas.

Segundo o levantamento, os dados laboratoriais por faixa etária mostram que a redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório. Apesar da tendência de queda, a incidência da doença ainda permanece elevada em alguns estados.

De acordo com o boletim, cinco das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. São eles: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre jovens, adultos e idosos, a redução dos casos de SRAG está relacionada principalmente à queda das hospitalizações por influenza A. Já entre crianças de 5 a 14 anos, a diminuição ocorre, sobretudo, em razão da redução dos casos graves provocados por rinovírus.

O InfoGripe destaca a importância da adoção de medidas de higiene respiratória para reduzir a transmissão dos vírus. Entre as orientações estão lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e manter isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado.

Quando o isolamento não for possível, a recomendação é utilizar máscara ao sair de casa. O boletim também reforça a importância de manter a vacinação em dia.

O estudo da Fiocruz aponta que, nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade médias de SRAG mantêm o padrão de maior impacto nos extremos das faixas etárias.

Enquanto a incidência da síndrome é mais elevada entre crianças de até 2 anos, a mortalidade é maior entre pessoas com 65 anos ou mais.

Segundo a Fiocruz, os casos de SRAG em crianças pequenas estão associados principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já entre os idosos, a principal causa das mortes é o vírus influenza A, para o qual existe vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2026, já foram notificados 115.203 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país. Desse total, 60.200 casos, o equivalente a 52,3%, tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Outros 39.743 casos (34,5%) apresentaram resultado negativo e, pelo menos, 8.218 casos (7,1%) ainda aguardam resultado laboratorial.

Entre os casos positivos registrados neste ano, 20,8% foram de influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de vírus sincicial respiratório (VSR), 30,2% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19.

 

Com informações da Agência Brasil