Nessa terça-feira (24), o 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte decidiu pela absolvição de Erica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos. A ré era acusada de matar Everton Amaro da Silva, de 38 anos, em março de 2025, no bairro Taquaril. O crime ocorreu após a mulher flagrar o homem estuprando sua filha, uma criança de 11 anos, no interior da residência da família.
O flagrante e a reação
De acordo com o depoimento de Erica, aceito pelos jurados durante o julgamento, ela encontrou Everton sobre a filha na cama, com as calças abaixadas. Diante da cena, a mãe reagiu imediatamente: arrastou o agressor até a sala da casa e o golpeou diversas vezes com uma faca.
Ainda segundo os autos, enquanto o homem estava vivo, Erica mutilou o agressor, cortando seu órgão genital. O barulho da briga atraiu um jovem que passava pelo local e entrou no imóvel. Com o auxílio dele, a mulher arrastou o corpo para uma área próxima e ateou fogo.
A decisão do Júri
O conselho de sentença analisou as acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Após a deliberação, os jurados consideraram a ré inocente de todas as imputações, validando a tese apresentada pela defesa sobre as circunstâncias do ocorrido.
Diante do veredito de absolvição, a Justiça determinou a expedição do alvará de soltura, permitindo que Erica Pereira da Silveira Vicente responda em liberdade imediata.
Com informações do Lavras24H








