Política

Lula critica ameaças de Trump e manifesta apoio ao papa Leão XIV

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta terça-feira (14), a postura internacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando como “inconsequente” a condução do conflito envolvendo o Irã. Lula também manifestou solidariedade ao Papa Leão XIV, que trocou críticas recentes com o líder norte-americano.

Durante entrevista, Lula afirmou que Trump não precisa “ameaçar o mundo” e criticou o que classificou como uma tentativa de construção de narrativa para reforçar a imagem de superioridade dos Estados Unidos.

O presidente brasileiro destacou que reconhece a importância econômica dos EUA, atribuindo essa posição à capacidade de trabalho da população e ao desenvolvimento estrutural do país — e não ao autoritarismo de seu governante.

Segundo Lula, as ameaças feitas por Trump prejudicam a democracia e têm impactos negativos globais. Ele também apontou consequências econômicas da guerra envolvendo o Irã, especialmente no aumento dos preços dos combustíveis.

As declarações ocorrem em meio a tensões recentes, incluindo manifestações de Trump nas redes sociais com ameaças ao Irã e críticas a líderes internacionais.

Lula também saiu em defesa do papa Leão XIV após o pontífice ser alvo de ataques de Trump. O presidente brasileiro afirmou que esteve com o líder religioso e disse ter ficado “bem impressionado”.

A manifestação ocorre após Trump afirmar que o papa é “terrível em política externa” e sugerir que ele deixasse de agradar a esquerda. Em resposta, o pontífice declarou não ter medo do presidente norte-americano e reforçou sua defesa da paz baseada nos princípios do Evangelho.

Para Lula, a crítica feita pelo papa ao presidente dos Estados Unidos é legítima. “Ninguém precisa ter medo de ninguém”, afirmou.

Durante a entrevista, Lula também comentou a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.

Segundo o presidente, Ramagem deve retornar ao Brasil para cumprir pena, rebatendo versões de que a prisão teria ocorrido por infrações menores. O ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

A detenção ocorreu na cidade de Orlando, na Flórida, e foi resultado de cooperação entre a Polícia Federal brasileira e autoridades norte-americanas. O nome de Ramagem constava na lista de procurados da Interpol após ter deixado o Brasil mesmo proibido de sair do país.

As declarações de Lula evidenciam críticas à condução da política externa dos Estados Unidos sob Trump, especialmente no contexto de conflitos internacionais e tensões diplomáticas. Ao mesmo tempo, o presidente brasileiro reforçou apoio ao papa Leão XIV e destacou a importância da cooperação internacional em temas de segurança, como no caso envolvendo Alexandre Ramagem.

Com informações da Agência Brasil