Obra entrelaça fatos históricos e crônicas, preservando a identidade de um povoado centenário.
O que define a identidade de um lugar? Para o escritor José Rosemir de Almeida, a resposta está na intersecção entre a fé, o trabalho árduo e as histórias contadas ao pé do fogão a lenha. Em seu mais novo lançamento, “Distrito de Albertos: Memórias e Causos”, o autor convida o leitor a uma viagem no tempo para redescobrir as origens de um dos recantos mais tradicionais da região.
O livro não é apenas um registro cronológico, mas um mosaico afetivo. A narrativa retrocede a 1918, ano da primeira missa no povoado, e percorre as décadas seguintes detalhando a garra dos pioneiros que ergueram a comunidade. Entre as páginas, Rosemir documenta a evolução econômica, cultural e social de Albertos, sem deixar de lado o tempero essencial da cultura mineira: o causo.
“Preservar a memória é um ato de respeito aos que vieram antes de nós”, afirma o autor. “Albertos nasceu da união de famílias que acreditavam na força da terra e da religiosidade. Este livro é o meu tributo a esse legado.”
Um resgate necessário
A obra destaca passagens marcantes, como as festas religiosas, a culinária, o futebol que mobilizavam todo o distrito. Com uma linguagem acessível e sensível, Rosemir consegue transformar dados históricos em uma leitura envolvente, capaz de despertar a nostalgia nos mais velhos e o senso de pertencimento nos mais jovens.
Publicado sob o selo da Pitanga Literária, “Distrito de Albertos” chega em um momento crucial, onde a velocidade da era digital muitas vezes ameaça apagar as tradições orais. O livro serve como um “arquivo vivo”, garantindo que os nomes dos fundadores e as histórias de superação da comunidade não se percam com o tempo.
Quem é José Rosemir de Almeida
Advogado e um memorialista dedicado a preservar as raízes culturais e históricas do Distrito de Albertos. Divide seu tempo entre Rio Verde em Goiás e suas propriedades em Albertos– MG. É autor e pesquisador atento, ele transforma décadas de tradição oral e registros documentais em narrativas que honram o legado de seus antepassados. Com um olhar voltado para o pertencimento, José Rosemir atua como um guardião das histórias que moldaram a identidade local.
Destaca-se que exemplares da obra serão doados às Bibliotecas da cidade de Formiga.








