Os preços do milho registraram queda significativa no mercado brasileiro ao longo de abril, refletindo o avanço da oferta e mudanças no comportamento dos agentes. Dados do Cepea apontam que a desvalorização do dólar frente ao real também influenciou o movimento de baixa.
Na parcial de abril, até o dia 16, o Indicador Esalq/BM&FBovespa acumulou recuo de 4,8%. Com isso, as cotações retornaram aos patamares registrados em janeiro deste ano.
Entre os principais fatores que explicam a queda estão o aumento da oferta no mercado interno e a atuação mais firme de compradores. Além disso, a desvalorização do dólar reduz a paridade de exportação, tornando o milho brasileiro menos competitivo no mercado externo.
Consumidores também acompanham de perto o avanço da colheita da safra de verão e as condições climáticas que impactam o desenvolvimento da segunda safra, elementos que influenciam diretamente a formação de preços.
Diante desse cenário, as negociações têm ocorrido de forma pontual. As compras são realizadas principalmente quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam preços mais baixos.
Do lado da oferta, parte dos agentes adota uma postura mais flexível nas negociações, embora ainda enfrente dificuldades para comercializar grandes volumes.
O mercado de milho segue pressionado pelo aumento da disponibilidade do produto e por fatores cambiais, o que mantém os preços em queda. A evolução das safras e do câmbio deve continuar sendo determinante para o comportamento das cotações nas próximas semanas.
Com informações da Itatiaia







