A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa quarta-feira (29), o inquérito sobre o acidente aquático fatal ocorrido em 14 de fevereiro, na barragem de Carmo do Cajuru, na região Centro-Oeste do estado. Um homem de 36 anos foi indiciado por homicídio com dolo eventual pela morte de um condutor de 41 anos.
Segundo as investigações, o suspeito pilotava uma moto aquática adquirida há pouco mais de um mês, ainda sem registro em seu nome. No dia do fato, ele utilizava o veículo para transportar passageiros de um bar flutuante onde ocorria um evento musical.
A colisão frontal aconteceu durante a noite, em condições de visibilidade reduzida. Foi constatado que o investigado não possuía habilitação náutica e conduzia a embarcação sem os sistemas obrigatórios de iluminação e sinalização sonora, em uma área de intenso tráfego de embarcações.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Weslley Castro, o impacto provocou danos estruturais significativos nas embarcações envolvidas. A vítima chegou a ser retirada da água por terceiros, mas morreu em decorrência de asfixia por imersão.
As investigações apontaram ainda que o suspeito deixou o local sem prestar socorro e só se apresentou à polícia dias depois. Ele foi indiciado por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, sob a justificativa de que assumiu conscientemente o risco de provocar a morte.
O delegado ressaltou que a condução da embarcação sem habilitação, sem iluminação e em período noturno, em área de intenso tráfego, demonstra a assunção do risco. A fuga sem assistência à vítima também foi considerada um fator que reforça a gravidade da conduta.
O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público, que ficará responsável por adotar as medidas legais cabíveis.
A conclusão do inquérito pela PCMG aponta para a responsabilização criminal do investigado, destacando a combinação de imprudência, irregularidades na condução da embarcação e omissão de socorro como elementos centrais do caso.
Com informações do PCMG







