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Justiça aceita denúncia e torna Deolane Bezerra e Marcola réus por suposta ligação com o PCC

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra em ré em um processo que apura suposta participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital.

A decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau. Com o recebimento da denúncia, a influenciadora passa oficialmente à condição de ré e responderá ao processo criminal.

Além de Deolane, também foram incluídos na ação penal o apontado líder da facção, Marco Willians Herbas Camacho, e familiares ligados a ele: Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior.

A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio do núcleo de Presidente Prudente. Segundo o Ministério Público, o grupo teria utilizado uma empresa do setor de transportes para movimentar e distribuir recursos de origem ilícita.

Os promotores sustentam que parentes e pessoas de confiança dos líderes da facção seriam responsáveis por executar ordens relacionadas à administração e à circulação dos valores investigados. A denúncia foi assinada por sete integrantes do Ministério Público, entre eles o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por atuar há anos em investigações sobre o PCC.

Na mesma decisão, a Justiça rejeitou um pedido da defesa de Deolane para transferência de unidade prisional. O Ministério Público também se manifestou contra a concessão de prisão domiciliar, argumentando que a medida não se aplica a casos envolvendo organizações criminosas que utilizam violência para manter suas atividades.

Deolane está presa na cidade de Tupi Paulista e nega envolvimento com as acusações. Com o recebimento da denúncia, o processo entra em uma nova fase, na qual os acusados poderão apresentar defesa e contestar as provas reunidas pela investigação.

 

Fonte: Agência Content Box