O reality show “As Patroas”, criado pela influenciadora Viih Tube e pelo marido, Eliezer, passou a ser alvo de apuração do Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo após gerar repercussão negativa nas redes sociais. O programa, que reunia 11 funcionários do casal na disputa por um prêmio de R$ 20 mil, foi retirado do ar menos de 24 horas após a publicação do primeiro episódio.
Segundo o MPT, o órgão tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e instaurou um procedimento para apurar os fatos.
Em nota enviada à reportagem de O TEMPO, o Ministério Público do Trabalho informou que iniciou a apuração após a divulgação do reality.
“O MPT em São Paulo tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora em questão por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos”, informou o órgão.
O primeiro episódio foi publicado na terça-feira (30) no canal de Viih Tube no YouTube e também nas redes sociais do casal. Conforme divulgado, o vencedor receberia R$ 20 mil, além dos valores acumulados ao longo das provas.
De acordo com a matéria, a exposição da relação entre empregadores e empregados teria motivado a retirada do conteúdo das plataformas.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também comentou o caso, embora sem citar diretamente os nomes dos influenciadores.
Em publicação nas redes sociais, o tribunal afirmou que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode configurar assédio moral.
“Expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. […] Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, destacou o TST.
Conforme destacado na matéria, em situações como essa — inclusive durante gravações de conteúdos para redes sociais — o trabalhador tem o direito de recusar ou interromper sua participação sem sofrer qualquer prejuízo na relação de trabalho.
Ainda segundo as informações, em casos de exposição considerada vexatória ou abusiva, o empregador pode ser responsabilizado judicialmente.
Com informações do O Tempo






