Ciência e Saúde

Remédio para Alzheimer chega ao mercado com custo a partir de R$ 12 mil

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

O medicamento Leqembi, indicado para pacientes com Alzheimer em estágio inicial, passará a ser comercializado pela Alta Diagnósticos, marca da Dasa, a partir da segunda semana de julho. O tratamento terá valor a partir de R$ 12 mil e será oferecido exclusivamente na rede privada, com acompanhamento médico especializado.

A solicitação da terapia poderá ser realizada por meio do Núcleo de Memória da Alta Diagnósticos, responsável pela investigação e pelo acompanhamento de pacientes com queixas cognitivas. A avaliação inclui exames como biomarcadores em sangue e líquor, PET-CT cerebral e teste genético APOE4.

Após a prescrição médica, os pacientes deverão passar por análises dos critérios clínicos de elegibilidade para iniciar o tratamento. A terapia estará disponível em unidades localizadas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O Leqembi age removendo as placas de beta-amiloide presentes no cérebro, uma das principais características biológicas da doença de Alzheimer. Ao reduzir o acúmulo dessas placas, o medicamento contribui para desacelerar a progressão da doença.

Até então, as abordagens terapêuticas para o Alzheimer tinham como principal objetivo controlar sintomas relacionados à memória, ao comportamento e à funcionalidade dos pacientes. A nova terapia, por sua vez, atua diretamente nos mecanismos biológicos associados à progressão da enfermidade.

De acordo com os resultados do estudo utilizado para a aprovação do medicamento, publicado no New England Journal of Medicine, não foram detalhados os efeitos isolados sobre memória ou linguagem. No entanto, os dados demonstram benefícios na cognição e na autonomia dos pacientes acompanhados em longo prazo.

O neurologista e coordenador do Núcleo de Memória da Alta Diagnósticos, Diogo Haddad, destaca a importância da nova abordagem terapêutica.

“Pela primeira vez, estamos entrando em uma era em que o tratamento do Alzheimer vai além do controle dos sintomas e passa a atuar diretamente sobre um dos mecanismos biológicos envolvidos na progressão da doença. Isso significa oferecer aos pacientes mais tempo de autonomia, independência e qualidade de vida, além de criar perspectivas para familiares e cuidadores.”

A terapia com Leqembi é indicada para pacientes com Alzheimer que apresentam comprometimento cognitivo ou demência leve decorrente da doença. Além disso, é necessária a confirmação da presença da proteína beta-amiloide por meio de exames específicos, como PET amiloide ou biomarcadores em líquido cefalorraquidiano.

Os pacientes também precisam atender aos critérios clínicos estabelecidos para a utilização do medicamento.

 

Com informações da CNN Brasil