Em 2001, o jornal Nova Imprensa já denunciava os riscos provocados pela erosão nas fundações de ponte na BR 354, km 531. Agora, uma nova fiscalização reacende a preocupação e reforça que o problema persiste.
A denúncia feita nesta semana pelo vereador Wolkmar Menezes, ao solicitar providências urgentes ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre as condições da ponte do Rio Santana, na BR-354, reacende uma preocupação antiga da população de Formiga e região — e que o Jornal Nova Imprensa e, posteriormente, o Portal Últimas Notícias, acompanham há mais de duas décadas.
A primeira denúncia sobre o problema foi publicada pelo Jornal Nova Imprensa, em maio de 2001, quando o periódico alertou que a intensa retirada de areia no leito do Rio Santana estava provocando o descalçamento das fundações da ponte e colocando em risco sua estabilidade. Desde então, este jornal voltou ao tema diversas vezes, acompanhando a evolução do caso, cobrando providências dos órgãos responsáveis e mostrando que, apesar das intervenções realizadas, o problema nunca foi definitivamente solucionado.

O primeiro alerta
Em maio de 2001, o Jornal Nova Imprensa revelou que a extração de areia nas proximidades da ponte estava comprometendo a sustentação da estrutura. A denúncia chamou a atenção para a erosão provocada pelo rebaixamento do leito do rio e para o risco de comprometimento das fundações.
Após a repercussão das reportagens, o então DNER — posteriormente substituído pelo DNIT — executou obras de reforço entre os anos de 2001 e 2002, buscando recuperar a segurança da ponte.
O problema retorna
Mesmo após as intervenções, o problema voltou a ser registrado.
Em novembro de 2008, o Jornal Nova Imprensa e o Portal Últimas Notícias, menos de seis anos após as obras, demonstraram que as fundações voltavam a ficar expostas devido à continuidade da retirada de areia.
Na ocasião, a reportagem alertava que o rebaixamento da calha do Rio Santana novamente comprometia a estrutura da ponte e comunicava a situação ao Ministério Público, Polícia Ambiental, Defesa Civil e Prefeitura de Formiga, defendendo providências urgentes.
O jornal também advertia que se a causa do problema permanecesse sem solução definitiva, novos investimentos públicos seriam inevitavelmente necessários para reparar novamente a estrutura.
Nova denúncia em 2012
Em junho de 2012, o jornal voltou ao assunto.
A reportagem mostrou que a situação havia se agravado, com antigas estacas de madeira novamente aparentes, estruturas de concreto apresentando rachaduras e ferragens expostas. O jornal relembrou toda a sequência de fatos iniciada em 2001 e questionou por que, mesmo após sucessivos alertas e investimentos públicos, a causa do problema continuava sem solução definitiva.
Também destacou que o próprio DNIT já havia reconhecido anteriormente que a extração de areia comprometia a segurança da ponte.

Ministério Público cobra solução
As constantes denúncias motivaram nova atuação do Ministério Público.
Em novembro de 2012, o Portal Últimas Notícias informou que representantes do MP reuniram-se com o engenheiro supervisor do DNIT para discutir uma solução definitiva para a ponte.
Na ocasião, o órgão federal comprometeu-se a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), estabelecendo medidas para recuperação da estrutura.
Nova intervenção do DNIT
Em abril de 2013, o DNIT executou mais uma obra de reforço nas fundações da ponte.
O próprio órgão reconheceu que o rebaixamento do leito do rio, provocado pela retirada de areia, havia tornado necessária uma nova intervenção. Na época, um engenheiro do DNIT afirmou que, caso a exploração de areia continuasse ocorrendo da mesma forma, o problema voltaria a surgir.
Em 2026, a história se repete
Agora, mais de vinte e cinco anos após a primeira denúncia publicada pelo Jornal Nova Imprensa, o problema reaparece.
Após receber denúncias, o vereador Wolkmar Menezes realizou uma vistoria na ponte localizada no km 531 da BR-354, entre Formiga e Candeias, e constatou que parte das estacas permanece exposta devido ao avanço da erosão ao redor das fundações.
Diante da situação, encaminhou ofício ao DNIT solicitando uma vistoria técnica urgente e a realização das obras necessárias para conter o processo erosivo antes do período chuvoso.
Segundo Wolkmar, a exposição das fundações pode comprometer a estabilidade da ponte caso medidas preventivas não sejam adotadas. O parlamentar também recordou o caso da Ponte dos Três Irmãos, em Formiga, ressaltando a importância de agir antes que ocorram problemas mais graves.
“Nosso objetivo é atuar de forma preventiva. A manutenção da infraestrutura antes do período chuvoso é fundamental para preservar a segurança dos usuários da BR-354 e evitar problemas maiores no futuro”, afirmou Wolkmar.


O novo alerta demonstra que uma preocupação levantada há mais de duas décadas continua atual e evidencia a necessidade de uma solução definitiva para garantir a segurança dos milhares de motoristas que utilizam diariamente a BR-354.







