Curiosidades

Bichinhos de luz: por que eles invadem as casas no calor e o que fazer para se livrar deles

Imagem criada por IA

Em noites quentes e úmidas, é comum observar pequenos insetos alados voando em torno de postes, faróis de carros e lâmpadas de residências. Conhecidos popularmente como “bichinhos de luz”, “siriris” ou “aleluias”, esses insetos são, na verdade, cupins alados que deixam suas colônias em determinadas épocas do ano para se reproduzir e formar novos ninhos.

O fenômeno costuma ocorrer principalmente em períodos de calor e alta umidade, especialmente após as chuvas, durante a primavera e o verão. Ondas de calor fora de época também podem antecipar o aparecimento dos insetos em outras estações.

Durante o chamado “voo nupcial” ou “revoada”, machos e fêmeas alados deixam a colônia original em grande quantidade em busca de parceiros.

Após o acasalamento, os cupins perdem as asas e procuram um novo local para se estabelecer e iniciar uma nova colônia.

A concentração dos bichinhos de luz em torno de fontes artificiais está relacionada à maneira como esses insetos se orientam durante o voo.

Em condições naturais, cupins e outros insetos voadores utilizam a luz do Sol ou da Lua como referência para manter uma trajetória de voo em linha reta. Esse comportamento é chamado de fototaxia positiva.

As fontes de luz artificial, porém, são mais próximas e intensas do que os astros. Com isso, acabam alterando essa referência natural e fazem com que os insetos passem a voar em círculos ao redor das lâmpadas.

Do ponto de vista da saúde, os bichinhos de luz não costumam representar risco direto para pessoas ou animais de estimação. Eles não picam nem transmitem doenças, e a fase alada dura apenas algumas horas.

O problema pode surgir depois da revoada. Ao perderem as asas, os cupins podem encontrar locais escuros e protegidos para formar novas colônias, principalmente próximos a madeira ou papel, materiais ricos em celulose, que serve de base para a alimentação desses insetos.

Quando não são identificadas a tempo, as colônias podem se instalar em móveis, rodapés, portas, livros e até estruturas das residências. Os danos, em alguns casos, só são percebidos quando o estrago já está avançado.

Por isso, a presença frequente de bichinhos de luz pode ser considerada um sinal de alerta para uma possível infestação, e não apenas um incômodo passageiro.

Apesar dos transtornos que podem provocar dentro das residências, os cupins também desempenham funções ecológicas. Eles fazem parte da cadeia alimentar de aranhas, lagartixas e outros predadores.

Além disso, algumas espécies contribuem para a decomposição de matéria orgânica no ambiente.

Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a presença dos cupins alados dentro de casa, sem a necessidade de utilizar inseticidas.

  • Apagar as luzes internas nos horários de maior ocorrência da revoada, geralmente do fim da tarde ao início da noite. Se possível, pode-se manter acesa uma fonte de luz mais distante da residência, direcionando os insetos para outro ponto.
  • Instalar telas em portas e janelas, permitindo a ventilação e dificultando a entrada dos cupins.
  • Afastar móveis das paredes e evitar o acúmulo de papéis, reduzindo possíveis esconderijos para os insetos.
  • Manter armários limpos e arejados, abrindo-os com frequência para verificar possíveis sinais de infestação.
  • Buscar uma empresa especializada em controle de pragas caso a infestação já esteja instalada ou ocorra com frequência. O combate a colônias formadas pode exigir produtos e técnicas específicas.

Assim, embora os bichinhos de luz façam parte de um fenômeno natural ligado ao ciclo de reprodução dos cupins, a presença recorrente dentro de casa merece atenção. Medidas preventivas podem ajudar a impedir que os insetos encontrem condições para formar novas colônias e causar danos à residência.

 

Com informações do O Tempo