A Prefeitura de Belo Horizonte criou o Programa de Implantação da Cidade Esponja, voltado à adoção de soluções para ampliar a capacidade de áreas urbanas de captar, armazenar, filtrar e, quando possível, reutilizar a água da chuva. A lei que institui o programa foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nesta quinta-feira (3).
Soluções para absorção da água da chuva
Entre as medidas previstas estão os pavimentos permeáveis, que permitem a infiltração da água no solo, e os telhados verdes, que utilizam vegetação sobre estruturas construídas. A legislação também prevê a possibilidade de instalação de valas de infiltração, destinadas a receber e infiltrar temporariamente a água da chuva.
Uma alternativa são as bacias de detenção ou retenção, que armazenam o excesso de água e permitem sua liberação de forma gradual. O programa também inclui o chamado bueiro ecológico, sistema que deve captar a água da chuva e armazenar temporariamente resíduos das ruas, evitando que esse material seja levado para as galerias pluviais subterrâneas.
Medidas buscam reduzir riscos de inundações
De acordo com a lei, as ações têm como objetivos reduzir o risco de inundações, diminuir a sobrecarga dos sistemas tradicionais de drenagem e favorecer o reabastecimento das águas subterrâneas. A Prefeitura de Belo Horizonte poderá incentivar a adoção dessas soluções como complemento aos sistemas de drenagem já existentes.
A regulamentação do programa ficará sob responsabilidade do Poder Executivo. A lei entrou em vigor na data de sua publicação.
Com informações do Hoje em Dia






