Em 1964, Douglas Engelbart criou, no Stanford Research Institute, o primeiro mouse da história. Feito de madeira e equipado com dois discos metálicos na base para gerar coordenadas na tela, o dispositivo estava muito distante dos modelos sem fio e dos sensores de 26 mil DPI encontrados atualmente.
O primeiro mouse não tinha plástico injetado, conexão sem fio ou iluminação RGB. Sua estrutura era construída em madeira, enquanto dois discos metálicos instalados na parte inferior permitiam registrar os movimentos e transformá-los em coordenadas na tela.
Quatro anos depois, em 1968, o dispositivo foi apresentado na lendária “Mother of All Demos” (A Mãe de Todas as Demonstrações), realizada em 9 de dezembro de 1968. A apresentação recebeu esse nome porque, em apenas 90 minutos, demonstrou conceitos que antecipavam grande parte da computação pessoal e da internet modernas, décadas antes de essas tecnologias se tornarem populares.
Na demonstração, o público acompanhou ao vivo recursos como janelas, hiperlinks e colaboração em tempo real, elementos que posteriormente se tornariam parte importante da interação com computadores.
O apelido “mouse” surgiu rapidamente porque o cabo que saía do dispositivo lembrava a cauda de um roedor. A comparação simples acabou dando nome a uma ferramenta que transformaria a maneira como as pessoas interagem com as máquinas.
Ao observar um mouse sem fio atual, equipado com sensores de alta precisão, é possível perceber o resultado de décadas de desenvolvimento tecnológico. A trajetória do dispositivo mostra que parte do futuro da computação começou de maneira analógica, simples e engenhosa.
Alexandre Bertozzi- Engenheiro eletricista e professor universitário. [email protected]






