Depois de um grande retrocesso no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) durante a pandemia, no governo Bolsonaro, os dados divulgados em maio mostraram que o Brasil não só voltou a crescer, mas atingiu o patamar mais alto. O IDH é de 2024, divulgado no relatório Radar IDHM, do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
No Brasil, o IDH ganhou um M e virou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Há um motivo para essa adaptação. O IDHM, que carrega a mesma metodologia que o IDH global, foi desenvolvido pelo PNUD Brasil, com diversos parceiros, para permitir o cálculo do desenvolvimento humano, considerando uma gama de recortes territoriais nacionais, como as macrorregiões, os estados, as regiões metropolitanas e os municípios.
O relatório analisa o IDHM do país entre 2012 e 2024. O índice nacional, que era 0,744, foi para 0,805 nesse período, o maior valor da série. O índice mostra uma vida mais longa e saudável, melhor educação e maior renda. E cresceu apesar da diminuição nos anos de 2020 e 2021, por causa da Covid-19.
Observando a longevidade (IDHM L), cresceu entre 2012 e 2024, de 0,829 para 0,860. O pior valor da série foi registrado em 2021, em decorrência dos impactos da pandemia, quando atingiu 0,796. Da mesma forma, o IDHM Educação (IDHM E), saindo de 0,679 para 0,798. Finalmente, o IDHM Renda (IDHM R) foi de 0,732, em 2012, para 0,760, em 2024.
O crescimento do índice para a população negra (de 10,3%) ocorreu em um ritmo maior que o da população branca (5,5%). Mas, enquanto o IDHM dos brancos evoluiu de 0,804 para 0,851, o dos negros saiu de 0,694 para 0,774.
No caso da população branca, para a Renda, o IDHM R saiu de 0,781 para 0,806, com a renda per capita crescendo de R$ 1.029,68 para R$ 1.208,58. A Longevidade evoluiu de 0,890 para 0,913, ou de 78,4 anos para 79,8 anos. E a Educação, de 0,748 para 0,838.
No caso da população negra (pretos e pardos), o índice Renda cresceu de 0,670 para 0,712, sendo a renda domiciliar per capita de R$ 518,57 para R$ 673,65. Longevidade, de 0,800 para 0,846, e de 72,78 para 75,73 anos. Já o IDHM Educação partiu de 0,623 para 0,770.
Todas as unidades federativas do país atingiram o patamar de alto ou muito alto desenvolvimento humano em 2024. Das 27 unidades, 9 registraram IDHM superior ao do Brasil, todos os estados das regiões Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal e Goiás. O IDHM do DF foi de 0,866, São Paulo, de 0,838, Santa Catarina, 0,833, Paraná, 0,822, e Rio de Janeiro, 0,819. O pior estado foi o Maranhão, com 0,745, seguido do Acre, 0,754, e Alagoas, 0,746.
Os governantes, senadores e deputados deveriam encarar o desenvolvimento do Brasil como objetivo nacional e acima de questões ideológicas. Estou cansado de ver os que se dizem patriotas mostrarem-se entreguistas e traidores. Certamente, trabalhar pela divisão do Brasil é fazer o trabalho do César Laranja. Temos instituições públicas capazes de desenvolver planos para fazer desta nação um gigante desperto e de olho para o futuro. Brasil: ame-o!
Mario Eugenio Saturno






