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Recuperação judicial de microempresas cresce 41% em junho

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

O número de micro e pequenas empresas (MPEs) em recuperação judicial chegou a 2.821 em junho, alta de 41,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O crescimento supera a média geral, que ficou em 8% no semestre.

O comércio reúne a maior parte dos processos. Entre as principais causas estão os juros elevados, o encarecimento do crédito e a redução do consumo diante do alto endividamento das famílias.

Para os pequenos negócios, a situação é agravada pela gestão familiar e menos profissionalizada e pela falta de patrimônio para oferecer como garantia aos credores. Segundo Claudio Damasceno, da RGF Associados/BizDoc, isso aumenta as chances de falência e torna importante agir antes de chegar à recuperação judicial.

Crédito pode ajudar na reestruturação

O Pronampe teve regras revisadas com o Novo Desenrola, ampliando prazos, carência, limites e recursos. Entre maio e agosto, a média mensal de empréstimos passou de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para mais de R$ 9 bilhões. No mesmo período, a inadimplência caiu de 9,9% para 7,5%.

O BNDES também registrou recorde de R$ 108,2 bilhões em crédito para micro, pequenas e médias empresas no primeiro semestre.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca que o crédito precisa ser acompanhado de educação financeira e planejamento. Para ele, o período de alívio deve ser usado para reorganizar o negócio, profissionalizar a gestão e diversificar receitas.

Em resumo, o avanço das recuperações judiciais mostra a pressão enfrentada pelos pequenos negócios, especialmente no comércio. O crédito assistido pode oferecer fôlego, mas a reorganização financeira e da gestão é apontada como essencial para evitar novos problemas.

 

Com informações da ACIA