Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Bancários, as negociações com a instituição continuam, e a Caixa se comprometeu a apresentar uma nova proposta ainda nesta quinta-feira.
A decisão pela paralisação ocorre após as assembleias realizadas em todo o Brasil registrarem mais de 90% de rejeição à proposta apresentada pela Caixa nas bases sindicais.
Segundo Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), o resultado das assembleias foi determinante para a retomada das negociações.
“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa. Isso foi fundamental para forçar o retorno das negociações”, disse Hansen.
O principal impasse entre os funcionários e a Caixa está relacionado ao plano de saúde.
Os empregados reivindicam o fim do teto de pagamento do patrocinador do plano, atualmente estabelecido em 6,5% sobre a folha de pagamento. O sindicato também defende o retorno do modelo anterior, no qual a Caixa arcava com 70% das despesas do plano, enquanto os funcionários eram responsáveis pelos 30% restantes.
A questão permanece como um dos principais pontos em discussão nas negociações entre a instituição e os trabalhadores.
Além da greve na Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil também terá uma paralisação parcial nesta quinta-feira (10).
Já no setor de bancos privados, os bancários aceitaram a proposta apresentada, que prevê a reposição total da inflação, acrescida de aumento real de 0,60%, nos anos de 2026 e 2027. O reajuste será aplicado aos salários e a todas as demais verbas.
Com o início da greve na Caixa, as negociações permanecem em andamento. A expectativa é pela apresentação de uma nova proposta pela instituição nesta quinta-feira, após a forte rejeição registrada nas assembleias dos empregados.
A paralisação nacional ocorre, portanto, enquanto trabalhadores e Caixa buscam avançar em um acordo, tendo o plano de saúde como principal ponto de divergência.
Com informações do Metrópoles






