Desde o mês passado, a Secretaria Municipal de Obras vem realizando a troca de lâmpadas queimadas no município. Ao passar por vias nas quais a falta de luz nos postes foi notificada, a equipe da pasta, formada pelo eletricista Marcelo de Souza e pelo motorista Abel Faria, constatou que boa parte das lâmpadas que não estão funcionando foi danificada por vândalos.

“Nossa equipe se deparou com vários tipos de ações contra o patrimônio público, que vão de tiros de arma de chumbinho a pedradas”, comentou Marcelo.

Segundo o eletricista, em seis meses de monitoramento, ele verificou cerca de 300 das lâmpadas estragadas por conta de atos de vandalismo. “Esse número é relativo às que eu vi, pois tem as que não foram verificadas ainda. Teve lugares onde a gente trocou as lâmpadas num dia e na próxima semana já tinha solicitação de manutenção, porque já haviam quebrado as lâmpadas. A escuridão é um ambiente propício para o comércio de drogas, por isso, tem pessoas que fazem questão de quebrar as lâmpadas. Em Furnastur, teve uma que tinha levado um tiro de um revólver calibre 22”, relata.

Marcelo disse que os bairros onde a ação de vândalos é mais comum são: Cidade Nova, Saudade, Novo Santo Antônio e na região do Cristo. Em contrapartida, nas comunidades rurais é pouco comum encontrar lâmpadas que foram depredadas.

A Prefeitura pede à população que colabore. “A falta de iluminação nas vias prejudica toda a comunidade, pois aumenta o risco de ocorrência de crimes, de acidentes de trânsito e outros incidentes. Por isso, é importante que o cidadão não cometa atos que possam estragar a lâmpada ou outros equipamentos e denuncie à Polícia Militar quando presenciar a ação de um vândalo”, ressalta o prefeito Eugênio Vilela.

É importante destacar que quem paga pela ação dos vândalos é o contribuinte, pois sai do bolso dele o dinheiro para a aquisição de lâmpadas. “Estamos nos empenhando ao máximo para trocar diariamente o maior número de lâmpadas possível, para entregarmos à população uma iluminação que esteja 100%. No entanto, por causa do vandalismo, gastamos tempo a mais em determinados lugares ao invés de irmos para outra região. Então, se a ação dos vândalos acabar, podemos oferecer suporte com maior velocidade em toda a cidade”, explica Marcelo.

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