Um sábado de pescaria para um grupo de pessoas, entre familiares e amigos, transformou- se em tragédia com nove mortos e sete gravemente feridos na MG-436, que liga Barão de Cocais à BR-381, a 90 km de Belo Horizonte. Elas foram vítimas da colisão entre um Monza conduzido por Washington Leandro Leite, 25, e uma kombi conduzida por José dos Angelos Pereira, 37. Washington perdeu o controle, atingindo a contramão e batendo de frente na kombi.
O acidente aconteceu na noite de sábado, com tempo bom numa rodovia estreita, sem acostamento, que nunca registrou ocorrência tão grave.
Além dos dois motoristas, morreram dois ocupantes do Monza e cinco da kombi. Duas vítimas eram crianças, de 8 e 7 anos. A mãe de uma delas também faleceu. A maioria era de Barão de Cocais. Os feridos foram levados para hospitais de Barão de Cocais, Itabira e para o João XXIII, em Belo Horizonte.
O comandante do 2º Grupamento de Polícia Rodoviária Estadual, sargento Eduardo Pereira da Silva, disse que os passageiros e motoristas dos dois veículos não usavam cintos de segurança. Isso teria diminuído o número de mortos. Outros agravantes foram a suspeita de embriaguez e a falta de habilitação de Washington, segundo o policial. Sargento Eduardo informou que testemunhas disseram que ele foi visto ingerindo bebida alcoólicaem bares de Cocais. Conforme o comandante, Washington teria ido a uma cachoeira com amigos para comemorar a liberação da Polícia Federal. Ele foi preso recentemente por venda de combustível adulterado.
A causa do acidente, segundo o sargento, deve-se à velocidade incompatível, acima de 140 km/h do motorista do Monza. O pessoal imprime uma velocidade saindo da ponte e a tendência é que o carro puxe para a contramão. Policiais militares também disseram que a kombi estava superlotada, com 12 passageiros, sendo que a capacidade é para 9. No IML de João Monlevade, o pedreiro Mauro Pinto da Silva, 38, parente de uma das vítimas se lembrava da cena da tragédia. A situação era terrível, muita gente entre as ferragens, pelo chão. Ele disse que os passageiros da kombi voltavam de uma pescaria. Sônia Maria Santos, lavradora, 43, tia da menina Taismara, que morreu no acidente, fumavamuito ecomolhar confuso não parava de pensar na menina. Eu dei dinheiro a ela para comprar um ovo de Páscoa, lembrou

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