A Eletrobras (ELET3) informou que nessa segunda-feira (1º) ocorreria a incorporação de Furnas Centrais Elétricas.

O objetivo da Eletrobras, com a incorporação, é racionalizar e simplificar sua estrutura societária, ao mesmo tempo em que abre espaço para ampliar investimentos nos ativos integrados.

O conselho de administração da companhia confirmou na sexta-feira (28), o cumprimento de todas as condicionantes para a incorporação da ex-subsidiária.

Criada em 28 de fevereiro de 1957, Furnas conta com instalações nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Bahia e no Distrito Federal.

A companhia é anterior à constituição da própria Eletrobras, criada pelo governo federal em 1962.

Incorporação de Furnas foi aprovada em janeiro

Os acionistas da Eletrobras aprovaram a incorporação em janeiro deste ano, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

O Conselho de Administração, por sua vez, havia aprovado a realização da Assembleia em novembro do ano passado, quando duas liminares suspenderam a AGE.

Com a decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo pedido da empresa de tornar nulas as liminares, a votação foi realizada após comunicação aos acionistas que compareceram à Assembleia anteriormente suspensa.

Para muitos funcionários e ex-funcionários de Furnas, acabaram com o nome de Furnas, principalmente com a Usina de São José da Barra.

“Furnas havia se tornado a maior empresa de energia da América Latina, sempre lucrativa e com qualidade excepcional nos serviços entregues. Hoje é um dia triste, sepultamento de Furnas, empresa que sempre ajudou a região com projetos sociais. Agora restou apenas Eletrobras que também engoliu a CHESF, ELETROSUL, ELETRONORTE e está nas mãos de banqueiros e acionistas que visam apenas lucro canibalizando a mão de obra e todos os ativos da empresa. Sem investimentos e cobrando dividendos”, citou um funcionário de Furnas.

Ainda de acordo com o trabalhador, infelizmente o povo não soube de como foram assaltados nessa privatização descarada.

“É uma pena a região ter perdido o tempo de reclamar a empresa do povo. Sempre eficiente e lucrativa, apesar de dizerem ao contrário para conseguirem meter a mão. Não precisa ser muito inteligente para ver que algo está errado nas privatizações de setores estratégicos”, finalizou o funcionário.

Fonte: Folha Regional

COMPATILHAR: