A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que preside o julgamento do goleiro Bruno e de outros quatro réus, decidiu multar os advogados do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, nesta terça-feira (20), durante o segundo dia do julgamento. Na segunda-feira (19), os advogados Ércio Quaresma, Zanone de Oliveira Júnior e Fernando Magalhães decidiram abandonar o plenário depois de causar tumulto na sessão. A ação foi considerada injustificada por Marixa.
A multa determinada pela juíza é R$ 18.660 para cada um dos defensores, o equivalente a 30 salários mínimos. A quantia deve ser paga em 20 dias. Além disso, a atitude dos defensores será avaliada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O segundo dia do julgamento vai continuar com os depoimentos das testemunhas de acusação. A primeira testemunha que será ouvida é João Batista, que presenciou o depoimento do ex-motorista de Bruno, Cleiton Gonçalves, à polícia antes do julgamento. Depois, a delegada Ana Maria Santos, que atuou nas investigações do desaparecimento de Eliza, será ouvida. Na segunda-feira, Cleiton Gonçalves deu seu depoimento.
Caso
Segundo a denúncia, Eliza foi assassinada na noite de 10 de junho em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte. Os acusados, conforme o Ministério Público Federal (MPF), em comum acordo e previamente ajustados, planejaram e executaram o plano para matá-la. A denuncia aponta que a jovem foi morta por que suplicava à Bruno, pai de seu bebê, que reconhecesse a paternidade da criança e que pagasse pensão. Insatisfeito, Bruno teria planejado sua morte.

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