O governo de Minas divulgou nesta quarta-feira (15) o plano de prevenção para o período chuvoso, porém a preocupação principal continua sendo a seca, que já levou 155 municípios a decretarem situação de emergência. A previsão é que este outubro termine como um dos mais secos da história do Estado. Segundo meteorologistas, em novembro e dezembro deve chover dentro da média histórica em Minas, 227 mm e 339 mm, respectivamente, mas isso não será suficiente para reverter a situação deixada pela estiagem.
Nesta quarta, Belo Horizonte voltou a registrar a temperatura mais alta do ano, 36,2°C. A umidade do ar chegou a 15%, mas melhorou no fim da tarde por causa de chuviscos em algumas regiões. Porém, o volume de água não foi significativo. A média histórica de chuva na capital neste mês é de 123 mm, mas até nesta quarta não saiu de 0 mm.
Conforme o meteorologista Claudemir Azevedo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chuvas significativas só devem ocorrer mesmo em novembro. ?Outubro deve fechar com um dos menores índices de chuva da série histórica. Em novembro e dezembro deve chover dentro da média, com concentração dos temporais principalmente em dezembro?, disse.
O coordenador da Defesa Civil de Belo Horizonte, coronel Alexandre Lucas, afirma que, para reverter o quadro da seca, seria necessário que chovesse acima da média. ?A concentração de chuva em dezembro sempre é um problema em função dos riscos de desastres. Mas precisamos de um verão mais chuvoso do que o normal, senão a seca no ano que vem será ainda pior, e a estiagem também traz problemas sérios, como a falta de água? afirmou.
Prevenção
A Defesa Civil do Estado já se prepara para dar respostas em casos de desastres provocados por enchentes. A novidade deste ano é que nove das 14 regiões mineiras vão contar com um ponto de apoio completo, com equipes de atendimento e depósitos com materiais de limpeza, colchões e mantimentos.
.?Com esses pontos, se houver uma tragédia no Vale do Rio Doce, não será necessário que a ajuda saia de Belo Horizonte, por exemplo?, explicou o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Alex de Melo. O governo de Minas irá investir R$ 3 milhões neste período chuvoso para atender as cidades atingidas
Incidência
As nove regiões de Minas que vão receber os pontos estratégicos de Defesa Civil são as que concentram os maiores volumes de chuvas e, consequentemente, os maiores números de ocorrências. Neste ano, contarão com o sistema as regiões metropolitana de Belo Horizonte, Central, Sul, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, Vale do Aço e Vale do Rio Doce.
As regiões que ainda não contam com o sistema são Norte, Centro-Oeste, Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste.
No período chuvoso passado (2013/2014), 155 cidades foram atingidas por estragos causados pelos temporais, sendo que 106 delas decretaram situação de emergência. Os principais problemas enfrentados foram os deslizamentos de terra, responsáveis por 44% das ocorrências. Em seguida, aparecem os desabamentos de casas e estruturas (26%) e enxurradas (22%).

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