Há alguns dias, o atual secretário de Fazenda, em rápido comentário sobre a situação econômico-financeira do município, nos revelou que se não houver de imediato, a adoção de um rol de medidas administrativas que permitam a redução mensal das despesas municipais de algo em torno de R$1 milhão, o caixa municipal que, segundo ele, já está na UTI, verá agravada a sua condição que poderá até mesmo evoluir para algo conhecido como “estado terminal”, em pouco tempo.

Sabedores do enorme conhecimento do secretário Toinzinho na área administrativo-financeira, sem o que ele não teria ocupado importantes cargos na escala hierárquica do Banco do Brasil, acreditamos que, nos dois períodos em que ele esteve à frente da Secretaria de Fazenda, teve tempo e condições para detectar e conhecer todos os “vírus, bactérias e comportamentos”, os quais ao longo dos quase três últimos anos atacaram e influíram para que nosso doente (caixa municipal) se encontrasse hoje, num verdadeiro estado de penúria.

Da anamnese ao diagnóstico foi um pulo e como não podia deixar de ocorrer, nosso responsável e capacitado “doutor”, como era de se esperar, prescreveu uma série de remédios para combater os males que assolam nosso caixa. Estes, se administrados com a urgência, regularidade e forma aconselhadas, poderão quem sabe, reerguer nosso doente para que ele então, fazendo o uso das muletas por ele disponibilizadas – (Refis, renegociação de precatórios, readequação de taxas e serviços, etc) – possa caminhar e ainda que com algum sacrifício, respirar sem o auxílio de aparelhos até o final de dezembro de 2016.

Porém, para que isto ocorra, será necessário que o “cuidador do enfermo” se valha de muita coragem, decisão e força para exigir que o remédio prescrito, por mais amargo que seja, venha a ser digerido e aceito pelo “corpo enfermo”.

Acreditando na sabida capacidade do nosso amigo, que aqui neste texto de forma figurativa desempenhou o papel de “clínico especialista”, e concordamos que se as medidas curativas por ele propostas não forem adotadas de imediato, pela gravidade da doença, nosso caixa municipal terá seu estado agravado ao ponto de fazê-lo sucumbir antes do prazo previsto, como seu tempo máximo de vida.

 

 

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