A proposta da Associação Protetora dos Animais de Formiga (Apaf), que vem sendo feita por meio de petição online, para que a administração municipal autorize a instalação de comedouros, bebedouros e casinhas para cães e gatos em pontos estratégicos da cidade coloca em prática a ideia dos animais comunitários. Aqueles que vivem na rua, em regime de “guarda compartilhada” entre vizinhos e têm proteção e cuidados de tutores que residem na mesma região que o animal.

Em cidades como Curitiba, onde a proposta já existe há mais de um ano nos terminais de ônibus, e em Araucária (Paraná), onde funciona há 7 anos, os cães têm direito a castração, vacinação e microchipagem gratuita, além de poderem viver na rua, desde que um tutor assine um termo de responsabilidade.

Um dos benefícios do animal comunitário é que, por serem vacinados, não há risco de transmissão de doenças; se castrados, evita-se brigas por fêmeas no cio; por serem territorialistas, a presença dos cães evita que outros animais invadam ou sejam abandonados naquele endereço. Além disso, é comum que o animal comunitário seja adotado por algum dos tutores.

A prática já é comum em outros países, em que esses animais são vistos como parte do cotidiano urbano. Como animais comunitários, os cães, gatos ou outros bichos ganham mais respeito e zelo. Eles conquistam a simpatia dos moradores da comunidade, e muitos acabam sendo adotados e recolhidos das ruas. 

A possibilidade de adoção da proposta em Formiga já está prevista na  Lei 4595 de fevereiro de 2012, que dispõe sobre o Estatuto de Defesa, Controle e Proteção dos Animais de Formiga.

Fonte: Universidade Santa Maria

 

Redação do Jornal Nova Imprensa Fonte: Faculdade de Santa Maria

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