Foi sancionada na quarta-feira (30) em Bom Despacho, a lei que cria normas para utilização racional e eficiente da água disponibilizada para consumo na cidade. O projeto é do Executivo, foi aprovado no Legislativo e deve entrar em vigor nos próximos dias. Lavar calçadas, veículos e aguar jardins, por exemplo, estão proibidos. A cidade está em rodízio no abastecimento de água desde o último sábado (26).

De acordo com a norma, ficam proibidos o uso irracional e o desperdício de água vindos do sistema público ou de fontes privadas. Considera-se uso irracional e desperdício de água, por exemplo, segundo a lei, lavar calçadas, ruas, varandas, pátios ou quintais, além de lavar veículos em domicílios ou via pública. Aguar gramados ou jardins, com uso de mangueira. Manter abertos ou ligados indevidamente, torneiras, caixas d’água e reservatórios, mangueiras, despejando água de forma contínua.

Fica autorizada, porém, a lavagem de veículos, calçadas, passeios, pátios, quintais, varandas telhados, paredes, vidraças e calhas com o uso de balde e pano, bem como aguar gramados ou jardins com o uso de balde e regador.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, a lei deve entrar em vigor nos próximos dias, que será o prazo para os fiscais começarem a inspeção. Em caso de comprovada a necessidade de uso de água na forma vedada pela lei, o interessado deverá obter prévia autorização do município, mediante requerimento formal, nos termos do seu regulamento.

Quem desrespeitar a norma poderá pagar multa de R$ 300 na primeira incidência e duplicada em caso de reincidência, além de aumentado em 20% a cada reincidência subsequente. O infrator que não pagar a multa até a data do vencimento, o valor será inscrito em dívida ativa do município e poderá ir para protesto e execução judicial.

Rodízio

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou no último dia 25 que adotou rodízio no abastecimento de água em Bom Despacho. A medida começou no dia 26 e é devido ao período de estiagem, que tem prejudicado a captação do água no Rio Capivari.

Em nota, a Copasa informou que, para garantir o fornecimento de água aos moradores da cidade durante o período crítico, a Companhia iniciou o rodízio como medida emergencial, além da perfuração de poços profundos e do apoio de caminhões−pipa, quando necessário. O rodízio foi implantado inclusive nas partes mais altas.

Para a medida, a cidade foi dividida em quatro regiões.

População

No Bairro Dona Branca, por causa do rodizio realizado na cidade, o fornecimento de água não é feito com frequência. Com pouca água, o pedreiro Paulo Roberto da Silva teve que suspender uma obra. “Minha obra é um muro de arrimo. Não posso esperar chegar o período de chuva. Tenho que fazer isso agora pra não ficar prejudicado no período da chuva”, ressaltou.

O aposentado Eduardo Soares Sathler usa o regador com as plantas e evita lavar o chão. Medidas que ajudam a economizar água, mas mesmo assim a conta continua alta. “A água quando vem ela vem com uma pressão primeiro e essa pressão faz o hidrômetro girar e estamos pagando por este ar”, questionou.

Rio Capivari

A captação de água é feita no Rio Capivari e, de acordo com a empresa responsável pelo serviço, a vazão atual de água é de 92 litros por segundo quando o necessário seria 137 litros por segundo. O problema é causado principalmente pela estiagem e já são quase três meses sem chuva na cidade.

A água está 30 centímetros abaixo da barragem e no local o Rio alcança no máximo um metro de profundidade sendo que em períodos normais, chega a dois metros de profundidade.

 

Fonte: G1 ||

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