O recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, trouxe impactos que vão além do cenário político e passaram a gerar dúvidas também no futebol sul-americano. A situação levanta questionamentos sobre a participação e as condições de jogo dos clubes venezuelanos nas competições organizadas pela Conmebol em 2026.
Na edição de 2026 da Copa Libertadores, quatro equipes da Venezuela estão classificadas. Deportivo Táchira e Carabobo disputarão os playoffs, enquanto Deportivo La Guaira e Universidad Central garantiram vaga direta na fase de grupos. O país também conta com quatro representantes na Copa Sul-Americana: Puerto Cabello, Monagas, Caracas e Metropolitanos.
Diante do agravamento do conflito ou da impossibilidade de garantir segurança para a realização das partidas em território venezuelano, existe a possibilidade de que os clubes mandem seus jogos fora do país. No entanto, medidas mais drásticas não devem ser adotadas de forma imediata.
Em contato com o portal Metrópoles, a Conmebol informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que acompanha de perto os acontecimentos recentes na Venezuela. Segundo a entidade, “não há, neste momento, modificações em relação aos calendários” da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana.
Após a invasão americana, no último sábado (3), o governo da Venezuela decretou estado de exceção. De acordo com a imprensa local, cidades dos estados de Miranda — onde está localizada a capital Caracas — e Aragua, além de La Guaira, foram atingidas por bombardeios. O cenário segue sendo monitorado, enquanto permanece a expectativa sobre possíveis reflexos no calendário e na logística do futebol continental.
Com informações do Metrópoles







