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Bancários decidem por manutenção da greve e fazem manifestação no centro de BH

Bancários de Belo Horizonte e região decidiram em assembleia, no início da tarde desta segunda-feira (7), pela manutenção da greve por tempo indeterminado, que completa hoje 19 dias. O grupo fez uma manifestação no centro da capital.
A categoria – cerca de 300 pessoas – se reuniu em frente a agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no encontro entre as ruas Espírito Santo e Carijós, no centro da capital, e rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 7,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem aumento real, feita na última sexta-feira (4). Em seguida, saíram em caminhada gritando palavras de ordem e fazendo um apitaço, até a rua da Bahia.
?Manteremos a paralisação até que os banqueiros nos apresentem uma nova proposta?, garantiu o presidente do Sindicato dos Bancários de BH e Região, Clotário Cardoso. Segundo ele, atualmente há adesão de 65% das agências da capital e região metropolitana. Uma agência do Citi Bank, que fica na avenida Cristóvão Colombo, aderiu ao movimento nesta segunda-feira, de acordo com o sindicato. Porém, não se sabe ao certo quantos bancários estão parados.
O auto-atendimento das agência funciona normalmente, mas não é suficiente para atender bem aos clientes que reclamam da situação de greve.
?Já é cheio (a agência), mas está pior (com a greve), porque tem menos caixas funcionando?, reclamou a enfermeira Bruna Silva Campos.
A caminhada, segundo o sindicato, não afetou o trânsito. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que não possui registros de transtornos no tráfego no horário da passeata dos bancários.
Está prevista para esta terça-feira (8) uma nova manifestação. O ato deve iniciar por volta das 11h30, em frente a uma agência do Mercantil do Brasil, entre as ruas Rio de Janeiro e Tamoios. Uma nova assembleia para definir os rumos do movimento será realizada às 13h.
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13 cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.