O governo brasileiro enviou no fim de semana 20 mil centímetros quadrados de pele humana ao Peru. Os tecidos vão ajudar no tratamento de queimaduras graves em crianças e adultos, após um acidente com caminhão de gás, na quinta-feira (23), que deixou cerca de 50 pessoas feridas em Lima, capital peruana.
“Os países precisam se colocar à disposição em tragédias como essa. Ajudar nosso vizinho peruano não é somente um ato de solidariedade, mas também de empatia”, afirma o Ministro da Saúde em exercício, João Gabbardo.
Atualmente, o Brasil possui quatro bancos de pele localizados nos estados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em todos eles há estoque suficiente para atender as possíveis demandas brasileiras.
A pele humana é utilizada como um curativo biológico para pacientes que sofreram graves queimaduras. No início do tratamento, é retirada a pele queimada e transplantada a pele doada em substituição aos tecidos carbonizados e mortos. É considerada a melhor opção terapêutica nesses casos por reduzir infecções e dores, além de acelerar a recuperação e, assim, diminuir o tempo de internação do paciente.
O material é proveniente de doadores e costuma ser retirado do dorso das coxas, braços e costas após confirmação de morte cerebral, como ocorre em doações de órgãos.
Em 2018, foram utilizados no Brasil 83.559 cm² de pele humana.
O acidente
A explosão foi causada por um vazamento de gás de petróleo liquefeito do caminhão devido ao desprendimento de uma mangueira de combustível, quando o veículo passou por uma lombada projetada para reduzir a velocidade.
O caminhão estava carregado com cerca de 10 mil litros de combustível.
O incêndio destruiu
vários carros e cerca de 15 casas, até ser extinto pelos bombeiros três horas
depois.
A explosão do
caminhão foi no distrito de Villa El Salvador, perto da Vila Pan-Americana, que
abrigou milhares de atletas durante os Jogos de Lima no ano passado.
A explosão deixou mais de 50 feridos, incluindo sete crianças em estado grave, segundo informou o diretor do Instituto de Saúde, Ricardo Zopfi, à rádio RPP.
O número de mortos pela
explosão chegou a 14, após a morte de uma mulher com queimaduras extensas,
informou o Ministério da Saúde.
A pasta disse que entre os mortos está o cidadão venezuelano José Manuel
Rodríguez, de 40 anos, que havia sido hospitalizado em estado crítico. Entre as
vítimas estão também duas crianças de 3 e 4 anos, cujas queimaduras excederam
entre 80 e 90% de seus corpos.
Fonte: Agência Brasil/G1 ||








