O projeto de lei 245/2014, que autoriza a Prefeitura a abrir crédito suplementar no orçamento vigente no valor de R$10.481.050, mesmo não constando da pauta de votações da última reunião, por pedido do presidente da Casa e após a aprovação do plenário, acabou sendo submetido à apreciação dos vereadores e foi aprovado por unanimidade.
Cunha: governos atrelados a lobistas e empreiteiros têm mais é que ser fiscalizados
Ao analisa-lo, Cabo Cunha lembrou que a Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas, composta por ele, Luciano Duque e Meirinha, verificou detidamente tudo que nele se continha e afirmou: ?desse valor (R$10.481.050,) quase R$8 milhões serão destinados para pagamento de servidores. Contabilizamos cada número apresentado. A mensagem do Executivo, no projeto, destaca que no ano passado aprovamos apenas 10% para a suplementação no orçamento de 2014. É lógico, pois em um governo que se atrela a pessoas que financiam campanhas, é preciso mesmo, ter muito cuidado! No Brasil existem várias pessoas que venderam campanhas e esses investidores, lobistas e empreiteiras querem receber. Não adianta o Executivo reclamar que está engessado (…)?.
Para Cunha esta é a hora certa para se fiscalizar a aplicação do dinheiro público
O vereador relembrou que a primeira fiscalização se dá durante a votação de projetos com tal finalidade. ?Nunca se chegou tanta verba aos Poderes Executivos como nos últimos anos. Todos sabem como foi composto o governo atual, sabem dos investimentos. A cidade inteira sabe do que estou falando. Todos se lembram dos gastos com dinheiro público, sem licitação. Se comprou shows e se gastou com carnaval, tudo sem uma licitação adequada e uma transparência verdadeira?, explicou.
Luciano: me preocupo mas aprovo!
Para Luciano Duque, o projeto é preocupante, pois se trata de uma liberação de quase R$10 milhões e meio. ?Fizemos um estudo, analisamos e não queremos que algum servidor diga que a folha de pagamento não foi aprovada por culpa da Câmara. A comissão deu esse parecer em favor dos servidores, são pessoas que não podemos prejudicar?.
?Aprovo sem o menor receio?, diz Josino
Josino Bernardes disse que ele aprovaria o projeto de forma tranquila, pois sabe que a questão é apenas um remanejamento de verba na Prefeitura. ?Como a Câmara só deu 10% de suplementação ao prefeito, isso era de se esperar. Eu não tenho preocupação em dar essa autorização. Para o primeiro ano deste governo foram aprovados 40% de suplementação. Não é um projeto perigoso ou indelicado. Concordo com a fiscalização, para sabermos se tal verba foi usada para esta ou aquela finalidade?.
?40% de remanejamento é muito?, diz o líder do prefeito
De acordo com Zezinho Gaiola, a Câmara autorizou somente 10% para este ano. ?Realmente 40% de suplementação era muito. Fizemos uma emenda de 20%, mas não passou na votação. Acreditamos que todo projeto que vem pra cá é necessidade do Executivo?.
Fiscalizando in-locu
Na tarde de terça-feira (16), os vereadores Luciano Duque e Cabo Cunha, juntamente com a auditora da Câmara, Mariana Souza, estiveram na Prefeitura para saber sobre a destinação dos outros quase R$3 milhões (não destinados a despesas relacionadas com pagamento de pessoal, que integram o projeto).
No entanto, a visita dos vereadores se mostrou inócua, uma vez que em virtude do afastamento do controlador Cleuton Lima (em gozo de férias), sua auxiliar Natália, não teve condições de responder aos questionamentos e sugeriu que a comissão se dirigisse diretamente aos secretários para que eles informassem melhor sobre a destinação dos recursos constantes do projeto de lei.
Segundo Mariana Souza, os ofícios com os questionamentos aos secretários já se encontram em andamento e espera-se que no menor espaço de tempo possível sejam obtidas as respectivas respostas.

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