Formiga

Câmara garante liberação de R$ 7500 mil/mês para resolver questão do transporte escolar

Na segunda reunião realizada no Ministério Público, nesta sexta-feira (7) sob a presidência da Promotora Clarissa Gobbo dos Santos ? Curadora da Infância e Juventude, com a presença do secretário de Educação Geraldo Reginaldo que estava acompanhado de alguns assessores e do advogado Aécio Coutinho; dos vereadores Cabo Cunha, Luciano do Trailer e Pastor Manoel, também acompanhados do advogado da Câmara, Antônio Monteiro, de uma representante da Secretaria de Estado da Educação ? Cidinha, de lideranças dos bairros que reivindicam solução para o problema e de diversas senhoras das referidas comunidades, finalmente chegou-se a uma solução para o impasse.
Depois de diversas troas de ?amabilidades? entre o secretário e o vereador Cabo Cunha e de intervenções mais duras de ambas as partes envolvidas, inclusive com falas dos representantes das comunidades, exibição de fotos que documentavam a situação do transporte escolar (ou da falta dele) e também de um vídeo, com a interferência de outros presentes, conclui-se que o imbróglio ? que colocava em risco o direito de centenas de estudantes, poderia ser resolvido, ao menos até o final deste ano, com uma antecipação de R$ 7500 / mês, por parte do Legislativo para que o município assumisse a obrigação de manter o transporte reivindicado.
Cabo Cunha em comum acordo com os demais vereadores presentes e na condição de negociador ?com carta branca? a eles dada pelo presidente da Câmara, Juarez Carvalho, que não esteve presente na reunião em razão de viagem a serviço do município em Belo Horizonte, por telefone, comunicou-lhe da decisão que traria a paz e a solução por todos almejada e, bateu o martelo.
A promotora, que com muita calma, educação e paciência, conduziu a reunião ? assim como a anterior ? sempre buscando a solução do impasse, porém mostrando firmeza e mostrando que se necessário tomaria as providências legais necessárias para que a lei e o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA ) fosse atendido na sua integralidade, diante do resultado encontrado, encerrou a reunião, lavrou a respectiva ata e convocou o Estado, para em prazo de 10 dias, se pronunciar a respeito da falta de transporte para estudantes que frequentam escolas estaduais, (os que não pertencem a zona rural) e que tem que se descolar de seus bairros para as escolas distantes de seus domicílios.
Os bairros atendidos são: Cidade Nova, Coronel Balbino, São Cristóvão, Geraldo Veloso, Ércio Rocha e Vila Nova das Formigas.
Encerra-se assim mais um capítulo desta história que, convenhamos, num município que dispõe de um orçamento em torno de R$ 140 milhões, negou até então um gasto de míseros R$ 7500/mês, para atender a demanda de sua juventude estudantil.