Promulgada há pouco mais de um mês, a Lei da Ficha Limpa pode tirar o sono de alguns nomes que pretendem concorrer a algum cargo nas eleições deste ano. Como o prazo de homologação das campanhas terminou na última segunda-feira (5), é possível que oito importantes políticos enfrentem problemas para conseguir efetivar o registro, uma vez que já foram condenados em decisão colegiada (por mais de um ministro), ou mesmo por renunciar para evitar ser cassado.
A data limite para o julgamento de todos os recursos apresentados nos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) é 19 de agosto. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve manter uma lista com as candidaturas impugnadas pela Justiça Eleitoral nos Estados. Um dos nomes que pode ter sua candidatura cassada é Anthony Garotinho, que concorre ao governo do Rio de Janeiro. O político foi condenado pelo TRE-RJ por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação social nas eleições de 2008. Ainda assim, possui uma liminar concedida pelo TSE que permitiu o registro de sua candidatura.
O mesmo caso ocorre com Heráclito Fortes, que foi condenado por conduta lesiva ao patrimônio público. O STF concedeu-lhe uma liminar que também autorizava sua candidatura. Paulo Maluf, que busca ser eleito como deputado federal por São Paulo pode perder seu registro uma vez que foi condenado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do estado por improbabilidade administrativa.
Já Cássio Cunha Lima, que foi condenado por abuso de poder econômico pelo TSE, tenta voltar ao Senado. Além dele, Joaquim Roriz, que pretende voltar ao governo do Distrito Federal, está na mira do TSE, uma vez que renunciou ao cargo após ser acusado de desvio de dinheiro. Expedito Júnior, condenado por compra de votos, Jackson Lago (por abuso de poder econômico) e Marcelo Miranda, que perdeu seus direitos por abuso de poder, completam a lista.








