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Carnaval 2026 deve injetar R$ 15 milhões no comércio de Belo Horizonte

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Carnaval de 2026 deve movimentar aproximadamente R$ 15 milhões no comércio de Belo Horizonte. A estimativa consta em uma pesquisa divulgada pela Fecomércio-MG nesta segunda-feira (26), que analisa os impactos econômicos da folia na capital mineira. O período oficial do Carnaval em BH começa no próximo sábado (31) e segue até o dia 22 de fevereiro.

De acordo com o levantamento, 65,8% dos empresários do comércio varejista avaliam que o Carnaval terá impacto positivo em seus negócios. Entre os principais fatores apontados estão o aumento do movimento nos estabelecimentos, citado por 47,6% dos entrevistados, e a maior circulação de turistas e moradores pela cidade, mencionada por 45,4%.

Para a economista da Fecomércio-MG, Fernanda Gonçalves, o Carnaval deixou de ser apenas uma manifestação cultural e passou a ter papel estratégico no calendário econômico de Belo Horizonte. Segundo ela, o evento gera um efeito em cadeia ao ampliar o fluxo de pessoas, fortalecer o comércio local, estimular o setor de serviços e criar oportunidades de renda em um período que, historicamente, era considerado mais fraco para diversos segmentos.

A pesquisa também aponta que 62,3% das empresas varejistas pretendem funcionar durante o período carnavalesco. Entre essas, 67,4% planejam abrir todos os dias. Farmácias, supermercados, padarias e distribuidoras de bebidas aparecem como os segmentos com maior destaque, por serem diretamente beneficiados pelo aumento da circulação urbana.

Em relação às vendas, quase metade dos empresários acredita que o faturamento será semelhante ao do Carnaval anterior. Outros 42,8% esperam crescimento, enquanto 7,5% projetam queda nas vendas. O estudo indica ainda que 42,3% dos lojistas esperam maior movimento ao longo de todo o período da folia, enquanto parte deles identifica picos no pré-Carnaval e durante os ensaios dos blocos.

No que diz respeito às formas de pagamento mais utilizadas, o Pix lidera com 45,7%, seguido pelo cartão de crédito à vista (26,3%), cartão de crédito parcelado (19,4%), débito (6,9%), dinheiro (1,1%) e cheque pré-datado (0,6%).

A pesquisa da Fecomércio-MG ouviu 281 empresas do comércio varejista das regiões Centro-Sul, Leste e Oeste de Belo Horizonte, entre os dias 12 e 16 de janeiro, e possui margem de erro de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados reforçam a consolidação do Carnaval como um período estratégico para o comércio da capital, evidenciando o planejamento dos empresários e a importância econômica do evento para a cidade.

Com informações do Hoje em Dia